• Início
  • Sobre Mim
  • Categorias
    • Livros
    • Filmes/Series
  • Blog
  • Comunicação

medianerax - blog pessoal

Imagem por Resenha a La Carte



Esse é o primeiro livro de Zafón que li e que o fez se consolidar como um dos meus autores favoritos dada a sua forma única de contar histórias. Isto porque nunca temos apenas uma história, mas um emaranhado de tramas o qual se convergem num costurado de enredo tão bem amarrado que nos arremata da realidade de uma maneira na qual poucas obras literárias são capazes. Mergulhamos na vida desses personagens de modo gradual e tão completo que é como se lêssemos vários livros dentro de uma mesma história.

Sendo a primeira obra de grande sucesso A Sombra do Vento faz parte da série O Cemitério dos Livros Esquecidos que conta com mais duas obras (O Jogo do Anjo, 2008, e O Prisioneiro do Céu, 2012).

Tudo começa quando, no final da infância, Daniel Sempere é levado pelo pai para conhecer o Cemi
tério dos Livros Esquecidos, como uma forma de ajudá-lo a superar a perda da mãe. É nesse lugar
cercado de livros e mistérios que Daniel encontra A Sombra do Vento, livro de um autor desconhecido
chamado Julian Carax. Imerso nas páginas fascinantes da narrativa do escritor, Daniel se vê intrigado
e interessado em descobrir o homem por trás das palavras.

É aí que imerge no mistério envolvendo Julian de quem pouco se sabe e muito se especula. A sua descoberta pelo romance, instinto de todas as livrarias e bibliotecas do mundo, leva-o a conhecer Clara Barceló ― cujo tio quer comprar o livro a todo custo e a qualquer preço ― por quem o jovem Daniel de quinze anos se apaixona. Fermín Romero, um homem de passado nublado que vive nas ruas, o qual acaba se tornando um amigo fiel quando Daniel e seu pai o empregam em sua livraria.
Numa ocasião ouvi um cliente habitual comentar na livraria do meu pai que poucas coisas marcam tanto um leitor como o primeiro livro que realmente abre caminho até ao seu coração.
O mais mágico em Zafón é que a gente nunca lê uma história só. Geralmente, o passado das personagens em livros que habituamos ler se mescla de forma fragmentada na trama, de modo que sabemos aquilo que precisamos para entender seu contexto presente. Mas, com Zafón, isso não acontece. Ele nos mostra a história de cada personagem de maneira total e no momento certo para nos inteirarmos, nos apegarmos e sofrermos suas lutas e seus infortúnios, de forma que a empatia que sua narrativa, por vezes poética e por vezes crua, nos desperta é tal que submergimos no mundo daquele personagem e nos desprendemos do nosso próprio mundo.
Imagem por Resenhando Sonhos




Além disso, o universo apresentado é de tamanha verossimilhança, tal como, suas personagens imperfeitas e impecavelmente construídas. É muito fácil esquecer que os acontecimentos não são reais ou mesmo não imaginar todo o filme do que vamos lendo na nossa mente. A trama, costurada de maneira a nos deixar ávidos e cheios de adrenalina, mescla o drama e a tragédia de Shakespeare e Sêneca com elementos de aventura, ação, mistério e um toque de horror. Zafón nos cativa com uma história sobre amor, sacrifício, obsessão e ódio que nos leva a refletir sobre a brevidade da vida e o poder das nossas escolhas.

Esta é uma das poucas obras que precisa de um público em específico, todos que apreciam a arte de ler deviam lê-la.







Share
Tweet
Pin
Share
No comentários. Clique aqui para comentar também!

Imagem por Gnoma Leitora



Não tem como tentar definir a obra de outra forma senão está, a premissa é incrível. Uma seita denominada Os Sete fecha o metrô e põe sete bombas em pontos diferentes e se o governo não cumprir suas exigências cada uma irá explodir a cada hora matando milhares. Livro com capítulos curtos e ágeis que são intercalados entre diferentes núcleos, bem alá Dan Brown, deixando a história bem instigante

Infelizmente termina ai tudo que esperava, motivos rasos e fúteis para terem entrados na seita com a desculpa de querer melhorar o país quando deixa claro que todos só querem vingança por algo do passado mesmo que tenha que morrer alguns inocentes para seu bel prazer. Outro ponto incomodou foi o grande número de personagens e não me senti cativada com nenhum deles, não me conectei com eles e acredito que este primeiro livro da trilogia seja uma introdução.

A maioria dos personagens me causaram um sentimento que também acredito que possa estar ligado ao desenvolvimento da trama, e a tudo que está acontecendo ali. O que vem por aí e os ganchos que o autor deixa no livro, nos deixam curiosos para ler o próximo. Passei o livro inteiro pensando sobre a principal pergunta que a história traz: Terrorismo ou justiça?


Infelizmente a obra é tão pequena que não posso falar muito mais que isto para não haver spoiler, de qualquer forma estarei ansiosa para a continuação.


3.9/5 ✯’s
Share
Tweet
Pin
Share
No comentários. Clique aqui para comentar também!


A obra mais aclamada da série de Sofia Silva "quebrados", com livros/histórias independentes (não precisa ler um para ler o outro).

Sorrisos Quebrados nos apresenta Paola uma mulher forte que decide por fim ao seu casamento abusivo mas na tentativa de sair de casa algo que vai marcar tanto sua alma, quanto sua aparência ocorre anos após o ocorrido, agora se recuperando na Clínica em um festival conhece a pequena Sol, de apenas 4 anos, uma criança marcada de forma diferente da de Paola mas tão profundamente quanto pela primeira vez não teme outra pessoa quando conhece a jovem e decide que Paola será sua amiga, o que assusta André, pai da pequena.André também viveu um trauma muito grave no passado, um momento de dor e extremo sofrimento, talvez uma das cenas mais fortes que já li e isso o tornou um homem fechado, que vive apenas e puramente pela sua linda filha Sol. 



Uma história leve embora problemática pois apesar de ambos superarem seus pesadelos acabam apoiados um no outro - Foco na Paola, aqui, pois ao meu ver, só passou a 'se amar' porque André foi capaz disso, aceitando suas cicatrizes, quando ela deveria tê-las aceito primeiro, e me pergunto como seria se os dois terminassem, como ela não ficaria… - tendo outro ponto incomodo é a forma que ao decorrer do livro os personagens principais tem todos os diálogos relacionado a sexo, parece simplesmente que não tinha o que por e enrolava com cenas hots ao invés de finalizar a obra.

Durante a narrativa não conseguia me conectar com os personagens, são muitas frases de efeito, todos os diálogos extremamente profundos, há muita penúria, tudo muito desventurado, tudo muito certo, muito perfeito. Ninguém tem defeitos aqui, os personagens vão se dividir entre quem é bom e quem é mau. Não há nuances na personalidade deles, essa falta de imperfeições, de facetas neles dificultaram no processo de transformá-los em reais. O português da autora é simplesmente perfeito, a capa é bonita mas não é de todo ruim, não. A história é linda! Emotiva, cheia de muitos sentimentos, que poderia ter sido melhor explorada. Melhor detalhada. Tudo aconteceu tão rápido, que me deixou a questionar cada acontecimento. Me pareceu INACABADO, o que é uma sensação bem ruim ao finalizar uma obra.


Share
Tweet
Pin
Share
No comentários. Clique aqui para comentar também!
Newer Posts
Older Posts

sobre a autora



Carolina Rozeira

Comunicóloga apaixonada por fotografia desde os 6 anos, viciada em séries, livros e chá gelado, tutora de três gatinhos

ouça meu podcast

ME SIGA EM:

  • instagram
  • Youtube

Navegue pelo blog

Arquivo do Blog

Created with by ThemeXpose | Free Blogger Templates