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Se você trabalha, estuda ou simplesmente passa mais de 10 horas fora de casa, chega um momento em que a sua bolsa deixa de ser uma bolsa e passa a ser uma extensão da sua casa. Pelo menos a minha já chegou nesse nível. E inspirado na entrevista que Bruna deu para a Vogue, aqui vai a minha mini-lista de itens.

Tem algumas coisas que são obrigatórias. Minha garrafa com água e MUITO gelo é uma delas. Sou viciada em água gelada e não consigo explicar o desgosto que sinto quando percebo que o gelo acabou e a água está em temperatura ambiente. Também tenho um guarda-chuva que basicamente mora na bolsa, porque confiar no clima do Rio de Janeiro é pedir para chegar em algum lugar parecendo que tomou banho de roupa nos últimos tempos.

Mas o grande patrimônio da minha bolsa são minhas duas nécessaires.

A primeira é a da higiene básica: escova e pasta de dente, fio dental, enxaguante, desodorante e óleo corporal. Pode parecer muita coisa, mas quando você sai cedo e só volta para casa à noite, poder escovar os dentes depois de comer ou passar um desodorante no meio do dia é simplesmente qualidade de vida.

A segunda é a minha favorita: a nécessaire do “vai que”. Tem lixa, tesourinha, algodão, álcool, alguns itens de primeiros cuidados e os remédios que já costumo usar e posso carregar. Porque vai que a unha quebra? Vai que aparece uma dor de cabeça? Vai que alguém precisa de alguma coisa? Curiosamente, essa nécessaire já salvou mais gente ao meu redor do que eu mesma.

A versão mini é de bolsa, a grande é de casa



E foi assim que, aos poucos, percebi que não saio mais de casa apenas com carteira, celular e chave. Eu saio preparada para chuva, sede, unha quebrada, bafo pós-almoço e pequenos apocalipses cotidianos.

E você, qual item carrega na bolsa que parece completamente desnecessário até o exato momento em que alguém precisa dele?

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Quando a gente é criança, não pensa muito sobre por que gosta de alguma coisa. A gente simplesmente gosta. Ninguém olha para uma revista aos dez anos e pensa: “Nossa, que excelente estratégia de posicionamento de marca”. Você olha para a capa, reconhece suas personagens favoritas e quer saber o que tem ali dentro. Com W.I.T.C.H. não era diferente.

Will, Irma, Taranee, Cornélia e Hay Lin eram cinco garotas que precisavam lidar com escola, amizade, família, inseguranças, meninos e todos aqueles pequenos dramas que pareciam gigantes quando éramos mais novas. A diferença é que, no meio disso tudo, elas também tinham poderes ligados aos elementos e a responsabilidade nada simples de proteger outros mundos. Para quem nunca teve contato com W.I.T.C.H., talvez isso já explique parte do apelo: era fantasia, mas também era cotidiano. As personagens tinham poderes mágicos, mas continuavam enfrentando problemas suficientemente comuns para que outras meninas pudessem se identificar com elas.

Durante muito tempo foi assim que enxerguei esse universo. Até conhecer uma dissertação de mestrado chamada O Complexo W.I.T.C.H.: acionando a magia para formar garotinhas nas redes do consumo, escrita por Camille Jacques Prates em 2008. O trabalho investiga W.I.T.C.H. a partir dos Estudos Culturais em Educação e tenta entender como mídia, comportamento e consumo se encontravam naquele universo. E foi aí que comecei a olhar para aquelas cinco bruxinhas de uma maneira completamente diferente.



W.I.T.C.H. nunca foi apenas uma revista

Uma das primeiras coisas que me chamou atenção na dissertação foi justamente a escolha da palavra “Complexo”. A autora não estuda apenas as histórias em quadrinhos. Ela considera a revista, a série animada, os chamados Livros Secretos e uma enorme quantidade de produtos e artefatos relacionados à marca. Para a pesquisa, foram selecionadas 24 revistas publicadas entre janeiro de 2006 e dezembro de 2007 e os onze volumes da coleção Livros Secretos, além da observação de outros produtos ligados às personagens.

E quando começamos a observar tudo junto, a coisa fica muito mais interessante. Existiam cadernos, fichários, blocos, acessórios, amuletos, colares, brincos, chaveiros, itens de beleza e diversos outros objetos relacionados às personagens. Isso significava que você poderia terminar de ler uma história e continuar encontrando W.I.T.C.H. em outros momentos da sua vida. Estava na televisão, na livraria, no material escolar, nos acessórios e nos brindes. E é aqui que a criança que gostava de W.I.T.C.H. dentro de mim dá espaço para a estudante de Publicidade perguntar: em que momento deixamos de consumir uma história e começamos a consumir um universo?



Hoje eu sei o nome de parte disso: branding

Existe uma ideia sobre branding que eu gosto bastante: uma marca não é simplesmente sua logo. A identidade visual ajuda a reconhecê-la, mas uma marca também é formada pelos significados que aprendemos a associar a ela. Quando ela é forte, determinadas cores, personagens, símbolos ou sentimentos conseguem despertar uma quantidade enorme de referências que acumulamos ao longo do tempo.

W.I.T.C.H. fazia isso muito bem. Existiam cinco personagens com personalidades diferentes, uma estética própria, magia, amizade, romance, uma linguagem direcionada às meninas e símbolos que faziam sentido dentro daquele universo. O Coração de Kandrakar, por exemplo, não precisava ser simplesmente um acessório bonito para uma fã. Ele carregava uma história. Uma pessoa que nunca conheceu W.I.T.C.H. poderia olhar para aquele objeto e enxergar apenas um colar. Uma fã poderia olhar para exatamente o mesmo objeto e lembrar das personagens, das histórias e de tudo aquilo que havia construído emocionalmente acompanhando a franquia.

O objeto continua sendo o mesmo, mas seu significado muda. E é justamente nesse espaço que uma marca pode se tornar muito maior do que o produto físico que está sendo vendido.

Talvez eu não quisesse o produto. Eu queria um pedaço daquele universo

Essa é uma das coisas que mais me fascinam quando penso em publicidade: raramente consumimos objetos apenas por suas funções práticas. Uma camiseta serve para vestir, uma caneca serve para beber alguma coisa e um caderno serve para escrever. Mas coloque sua banda favorita naquela camiseta, uma franquia que você ama naquela caneca ou uma personagem que marcou sua infância naquele caderno e, de repente, aquele objeto ganhou uma segunda função. Ele também passou a comunicar alguma coisa sobre você.

É o que podemos compreender como consumo simbólico. Quando uma menina escolhia um caderno W.I.T.C.H., por exemplo, ela não estava necessariamente escolhendo apenas folhas encadernadas. Estava levando aquele universo para a escola e mostrando, de alguma maneira, que gostava e fazia parte daquela comunidade de fãs. Talvez seja justamente aí que esteja uma das maiores forças de marcas construídas ao redor de personagens: elas conseguem sair da tela ou do papel e entrar na vida cotidiana. Você não precisa estar lendo a história para continuar participando dela.



E havia muito mais do que produtos

Olhando para W.I.T.C.H. hoje, acho que o mais interessante nem é perceber quantos produtos existiam, mas entender como aquele universo conseguia conversar tão bem com as meninas que o acompanhavam. Não era só sobre salvar mundos ou controlar elementos. No meio da magia estavam assuntos muito mais próximos da nossa realidade: amizade, escola, autoestima, aparência, família, primeiros interesses amorosos e aquela confusão que é começar a crescer sem entender muito bem quem você é.

E talvez fosse justamente essa mistura que tornasse tudo tão fácil de consumir. Eu não precisava me identificar com a experiência de ser uma guardiã de Kandrakar, obviamente, mas conseguia me identificar com uma personagem insegura, com uma briga entre amigas, com uma dúvida sobre aparência ou com alguma situação da escola. A fantasia chamava atenção, mas eram essas pequenas coisas do cotidiano que faziam aquelas personagens parecerem próximas.

Só que, olhando agora, percebo outra coisa: enquanto acompanhávamos aquelas histórias, também recebíamos pequenas referências sobre como ser menina. O que vestir, como lidar com uma amiga, como chamar atenção de um garoto, como se sentir bonita, como melhorar a autoestima ou como reagir a determinadas situações. Isso aparecia nas histórias, nos testes, nas matérias e nos Livros Secretos. Não era necessariamente uma ordem dizendo “seja assim”, mas existia ali uma ideia de feminilidade sendo apresentada para aquelas leitoras.

E isso me faz pensar bastante sobre quem participa da construção daquilo que entendemos como “ser menina”. Família, escola e amigos obviamente fazem parte disso, mas a cultura que consumimos também está presente. As revistas que líamos, as personagens que admirávamos, as novelas, os filmes e os desenhos acabavam nos apresentando modelos de beleza, comportamento, amizade, romance e até de consumo.

Hoje, percebo como essa identificação é valiosa. Uma marca que conhece seu público não precisa falar somente sobre aquilo que vende. Ela entende o que esse público sente, deseja, teme, conversa e vive. Quando consegue fazer isso de maneira convincente, deixa de ocupar apenas um espaço comercial e começa a fazer parte do repertório daquela pessoa.

A publicidade não precisa gritar “compre!”

Talvez uma das coisas que mais tenham mudado na minha maneira de enxergar as propagandas seja entender que ela não começa e termina no anúncio. Durante muito tempo, quando pensava em propaganda, imaginava comercial de televisão, página de revista, outdoor ou alguém apresentando diretamente um produto. Só que uma marca também é construída em tudo aquilo que acontece antes da compra.

Ela é construída quando reconheço uma personagem, quando gosto da estética daquele universo, quando começo a ter uma favorita, quando converso sobre aquilo com minhas amigas ou quando vejo um símbolo e imediatamente sei o que ele significa. Quando finalmente encontro um produto em uma loja, aquela não é necessariamente a primeira vez que a marca está falando comigo.

O caderno não precisava me apresentar as personagens porque eu já conhecia aquelas garotas. O acessório não precisava explicar o significado de um símbolo porque a história já tinha feito isso. A conversa tinha começado muito antes. Para mim, essa é uma das grandes lições publicitárias desse universo.

Talvez o verdadeiro produto fosse o próprio universo W.I.T.C.H.

Um caderno W.I.T.C.H. continuava sendo um caderno, mas carregava personagens, símbolos e histórias com os quais a leitora já tinha criado alguma relação. Isso ajuda a explicar por que compramos camisetas de bandas, edições especiais de livros ou objetos de séries que amamos mesmo quando já temos coisas que cumprem exatamente a mesma função. Não estamos comprando somente a utilidade daquele objeto. Existe memória, identificação e pertencimento envolvidos.

Talvez por isso eu pense hoje que o verdadeiro produto de W.I.T.C.H. não fosse somente a revista, o desenho ou os acessórios, mas o próprio universo construído ao redor deles. Os objetos poderiam desaparecer, mas as personagens, as referências e as memórias permaneciam.

E é aqui que a nostalgia bate mais forte. Porque talvez muitas de nós não lembremos exatamente de uma matéria que lemos ou de um produto que tivemos, mas conseguimos lembrar de como aquele universo fazia a gente se sentir. E, tantos anos depois, também conseguimos perceber que aquelas revistas e personagens estavam participando de uma fase em que ainda estávamos descobrindo nossos gostos, nossa aparência, nossas amizades e até aquilo que significava “ser menina”.

O que ficou depois da magia

Revisitar W.I.T.C.H. depois de começar a faculdade me fez enxergar uma segunda camada naquele universo. Antes eu via cinco garotas com poderes mágicos, histórias, testes e personagens com quem era possível me identificar. Hoje também consigo perceber branding, público-alvo, storytelling, licenciamento e consumo simbólico, mas principalmente consigo enxergar como mídia, comportamento e consumo podem estar muito mais próximos do que parecem.

E não gosto de resumir essa descoberta a “eu estava sendo manipulada pelo marketing”. Podemos gostar genuinamente de uma história e, ao mesmo tempo, reconhecer que existe toda uma estrutura comercial e cultural ao redor dela. Para mim, entender academicamente tornou mais interessante justamente entender por que gostamos de determinadas coisas, como elas participam da nossa vida e por que algumas continuam significando algo tantos anos depois.

Mas enquanto escrevia tudo isso, uma pergunta não saiu da minha cabeça: se revistas como W.I.T.C.H. ajudavam a apresentar para meninas da minha geração referências sobre beleza, comportamento, amizade, romance e consumo, quem ocupa esse espaço hoje?

A revista mensal perdeu espaço. Em compensação, temos TikTok, Instagram, YouTube, influenciadoras, trends, rotinas de skincare, “aesthetic”, moda, produtos virais e uma quantidade de referências que chega até meninas cada vez mais rápido. Talvez o meio tenha mudado, mas a pergunta sobre quem participa da construção do que significa “ser menina” continua extremamente atual.
“As crianças devem ser ensinadas a como pensar, não o que pensar.”
— Margaret Mead, Coming of Age in Samoa (1928)



E é justamente sobre isso que quero conversar no próximo post:

De W.I.T.C.H. ao TikTok: quem está ensinando as meninas a serem meninas? Porque se W.I.T.C.H. já conseguia misturar entretenimento, comportamento, identidade e consumo dentro de uma revista, o que acontece quando tudo isso cabe em um feed que nunca termina?



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Recentemente estava lendo alguns posts de blogs que acompanha e vi essa tag e imediatamente me deu vontade de responder, sinceramente nunca tinha feito um post respondendo uma, apesar de ja ter visto e respondido mentalmente diversas mas me deu uma vontade de fazer dessa vez kk o post vi no blog dei um jeito

1. Quando surgiu a ideia de criar seu blog?
Esse blog existe desde 2014 quando oficialmente perdi minha conta do tumblr (2008-2014) que era dedicado a Percy Jackson e outras fissuras literarias da época como mitologias gregas, romanas e egipicia, entao decidi criar algo vinculado a um email que seria mais dificil perder. Então meio que ja era inserida na escrita e foi completamente natura ter vindo para cá.

2. Origem do nome do seu blog? Trocaria o nome? Por qual?
A origem é de um filme Argentino que sempre gostei muito, ja pensei em deixar como "rebeliao literaria" que era meu user no instagram para livros mas acabei separando os mundos e nunca mais pensei nisso.

3. Você tem outros blogs além deste?
Não tenho, apenas espelho esse blog no substack para quem quiser acompanhar por la os posts tambem

4. Já pensou em desistir do seu blog alguma vez?
Pensar de fato não, mas quando minha rotina ta corrida é claro que dou uma sumida daqui, mas em 2026 criei uma meta de diminuir meu tempo de tela nas redes sociais e me dedicar a escrever mais por aqui

5. O que te faz continuar com um blog em tempos de scrolls infinitos?
Sei que não tem competir mas há publicos para todos os nichos, acredito que ainda tenha muitos que gostem de post longo/escrito do que apenas videos de 20segundos

6. Qual é o seu post favorito no blog?
Um que me pega bastante foi o que fiz em homenagem a minha tia, mas tenho alguns que eu sempre releio para dar uma risadinha

7. Mande uma mensagem para outros blogueiros.
Não acredite que o que você tem a dizer não é importante, por mais simples ou bobo que pareça ser: ESCREVA, guarde para seu proprio futuro sentimentos e situações que voce passava hoje, tanto para ver sua evolução quanto para relembrar bons momentos.






RAPIDINHAS SINCERAS
Uma música: Because the night
Um livro: Soul Love 
Um filme: Submarine
Um hobby: Leitura
Um medo: a morte, mas para não pesar: baratas
Uma mania: morder o lábio internamente e algumas gírias
Um sonho: conhecer Viena antes que ela suma
Não consigo viver sem: meus gatos, paz e noivo
Tem coleção de alguma coisa: atualmente não coleciono nada
Do que mais gosto no meu blog: como posso me expor sem ser julgada
Desejo literário do momento: a coleção do Brandon Sanderson
Quem é a pessoa que mais te inspira: Mamis <3
Qual é o hábito corriqueiro mais irritante em sua opinião? Quem faz barulho comendo e de boca aberta 
Como você escolhe sua próxima leitura? Sinceramente...meio que olho pra minha emoção do dia e pego kk
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Esse é um daqueles temas do projeto que me fizeram parar e pensar um pouco porque, sinceramente, eu não acompanho o dia a dia de muitas celebridades. Mesmo quando gosto MUITO de uma atriz, ator, cantor ou banda, normalmente meu contato termina no trabalho daquela pessoa. Vejo filmes, séries, escuto músicas e, quando aparece alguma notícia, geralmente descubro por entrevistas, matérias em sites ou comunicados oficiais. Não sou muito de acompanhar cada story ou saber absolutamente tudo que alguém famoso está fazendo.

Acho que fui ficando assim também porque percebi que conhecer o trabalho de alguém é muito diferente de conhecer aquela pessoa. A gente pode admirar, criar carinho e se identificar com algumas coisas que ela fala, mas continua conhecendo apenas uma pequena parte da sua vida. Ainda assim, existem algumas celebridades que conseguiram furar um pouquinho essa barreira e pelas quais tenho um carinho que vai além dos personagens, filmes ou músicas.

Uma delas é Viola Davis. Além de ser uma atriz ABSURDA, daquelas que conseguem fazer você esquecer completamente que está assistindo alguém interpretando, admiro muito a forma como ela fala sobre racismo, desigualdade e as dificuldades enfrentadas por mulheres negras dentro da indústria do entretenimento. Viola também transformou parte desse discurso em ação através da JuVee Productions, produtora criada com o marido, Julius Tennon, com o objetivo de abrir espaço para histórias e profissionais que historicamente tiveram menos oportunidades em Hollywood. E, claro, existe Annalise Keating. How to Get Away with Murder teve uma influência considerável no meu amor por Viola e não vou fingir que não teve.




Outra é Jameela Jamil, nossa eterna Tahani de The Good Place. Durante muito tempo acompanhei bastante o trabalho dela nas redes sociais, principalmente por seus posicionamentos contra os padrões irreais impostos às mulheres, dietas extremamente restritivas, retoques excessivos e celebridades promovendo produtos milagrosos para emagrecimento. Foi desse incômodo que nasceu o movimento I Weigh, com a proposta de lembrar que o valor de uma mulher não pode ser resumido ao número mostrado por uma balança. Acho especialmente engraçado que Tahani seja obcecada por aparência, status e pessoas famosas enquanto Jameela ficou conhecida fora da série justamente por questionar boa parte desse universo.




Também tenho um carinho enorme por Wagner Moura. Gosto dele como ator, obviamente, mas também admiro sua disposição para falar sobre democracia, desigualdade, cultura e questões sociais mesmo sabendo que qualquer posicionamento hoje pode virar uma guerra na internet. Além disso, acho muito legal acompanhar a trajetória de um ator brasileiro que construiu uma carreira enorme por aqui, conquistou espaço internacional e ainda se aventurou na direção com Marighella. É um artista que parece realmente interessado no mundo ao redor dele, e isso me chama atenção.




Fernanda Torres ocupa uma categoria muito específica na minha cabeça: pessoas que eu poderia ouvir falando sobre absolutamente qualquer coisa. Cinema? Quero ouvir. Literatura? Também. Brasil? Com certeza. Uma história aleatória sobre alguma coisa que aconteceu terça-feira no mercado? Provavelmente vou querer ouvir também. Além de ser uma atriz maravilhosa, ela escreve, tem um humor muito particular e consegue falar sobre assuntos complexos de uma maneira inteligente sem transformar tudo em uma palestra. E foi muito divertido acompanhar toda a repercussão internacional de Ainda Estou Aqui e ver o resto do mundo descobrindo alguém que o Brasil já conhecia há décadas.




Outra pessoa dessa lista é Patti Smith. Aqui minha admiração vai muito além da música. Gosto dessa mistura de cantora, escritora, poeta, fotógrafa e de alguém que passou décadas ligada à arte e também a diferentes movimentos sociais, ambientais e de direitos humanos. Mas talvez o que mais me encante nela seja justamente essa curiosidade que parece nunca desaparecer. Patti continua criando, escrevendo, fotografando e observando o mundo. Ela me passa muito essa sensação de que uma vida criativa não precisa ter prazo de validade.




E então chegamos a Matthew Gray Gubler, provavelmente a pessoa mais caótica dessa lista e talvez justamente por isso uma das minhas favoritas. Obviamente conheci Matthew como Spencer Reid em Criminal Minds e faço parte do grupo de pessoas que em algum momento pensou: "talvez eu esteja apaixonada por esse homem extremamente inteligente e socialmente esquisito".

Só que o próprio Matthew consegue ser ainda mais peculiar. Além de atuar, ele dirige, desenha, pinta e escreve, sempre com uma estética meio infantil, estranha, divertida e às vezes levemente assustadora. Gosto justamente dessa sensação de que ele construiu um universo criativo próprio e não parece muito preocupado em deixar tudo perfeitamente bonito ou sofisticado. Às vezes a graça está no desenho torto e na ideia completamente esquisita, e eu respeito muito isso.



Olhando agora para essa lista, percebo que existe um padrão que eu não tinha notado quando comecei a escrever. Viola Davis, Jameela Jamil, Wagner Moura, Fernanda Torres, Patti Smith e Matthew Gray Gubler são pessoas completamente diferentes, mas todas têm alguma coisa que me chama atenção para além do trabalho pelo qual ficaram famosas. Seja pelos posicionamentos, pela inteligência, pelo humor, pela criatividade ou simplesmente pela liberdade de serem um pouco estranhas.

Também não significa que eu concorde com absolutamente tudo que essas pessoas dizem ou fazem. Acho que essa é justamente uma das coisas que mudaram na minha relação com celebridades depois de adulta. Admirar alguém não precisa significar transformar essa pessoa em uma figura perfeita ou defendê-la como se fosse alguém da nossa família. No final das contas, são pessoas que não conhecemos de verdade.

Talvez por isso minha lista seja pequena. Hoje eu acompanho muito mais trabalhos do que celebridades. Posso amar uma banda e não fazer ideia do que seus integrantes fizeram ontem, assistir praticamente tudo de uma atriz e nunca abrir o Instagram dela. Mas algumas pessoas acabam ficando naquele espacinho especial de "quero continuar vendo o que essa criatura vai fazer por aí".

E agora quero saber de vocês: quais celebridades vocês realmente acompanham e por quê? É pelo trabalho, pelos posicionamentos, pela personalidade ou simplesmente porque vocês criaram um carinho especial pela pessoa ao longo dos anos? Quero descobrir se vocês também têm uma listinha assim ou se são do time que sabe até o que o famoso comeu no café da manhã.

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Mais um mês chegando ao fim e, consequentemente, mais um Document Your Life por aqui. A proposta é basicamente essa: parar um pouquinho, olhar para os últimos 30 dias e tentar lembrar o que eu fiz da minha vida. O que, em agosto, não foi exatamente uma missão fácil porque sinto que passei boa parte do mês trabalhando.

Eu não saí tanto quanto gostaria, não fiz nenhum grande passeio e agosto acabou sendo muito mais rotina do que qualquer outra coisa. Mas também aconteceram algumas coisinhas importantes pelo caminho e, quando parei para pensar, percebi que talvez eu tenha feito mais do que estava imaginando.

Temos uma moto novamente!

Depois de toda a novela envolvendo o acidente da nossa antiga moto, que acabou dando perda total, finalmente conseguimos comprar outra. Então agosto teve esse gostinho de conquista e de voltar a ter algo que fazia bastante diferença na nossa rotina.

Ao mesmo tempo, veio aquela mistura maravilhosa da vida adulta: felicidade pela conquista + apreensão porque agora existe uma dívida nova para pagar. Uhuul!

Mas faz parte. Pelo menos conseguimos resolver algo que estava pendente há algum tempo e agora estamos motorizados novamente.

E também não posso ignorar um pequeno detalhe: agosto tem aproximadamente 78 dias. Cientificamente comprovado pela minha cabeça.

Por isso, também não saí tanto. Gente, infelizmente o dinheiro infinito ainda não chegou para mim. Quando chegar, prometo atualizar vocês. Até lá, precisamos escolher nossas batalhas e pagar nossos boletos.




Eu escrevi uma história. E pessoas realmente leram!

Uma das coisas mais legais desse mês foi finalmente anunciar aqui no blog o meu conto, que nasceu principalmente como um teste de escrita criativa.

Quando comecei a escrever, a intenção nunca foi criar algo para comercializar ou necessariamente transformar isso em uma carreira. Eu queria simplesmente testar. Queria descobrir se conseguiria desenvolver uma história do início ao fim, criar personagens, sustentar uma narrativa e, principalmente, colocar em prática algumas coisas que venho estudando sobre escrita.

E foi MUITO legal ver algumas pessoas parando para ler.

Recebi feedbacks, comentários sobre a história e sugestões de coisas que eu poderia melhorar. Para algo que começou basicamente como um grande “será que eu consigo fazer isso?”, fiquei muito feliz com o resultado.

Por enquanto, não penso em continuar especificamente essa história ou transformar a escrita de ficção em alguma coisa maior. Mas já estou pensando que, talvez daqui a uns três meses, eu comece outra. Quero fazer algo menor, experimentar outros gêneros e testar formas diferentes de escrever.

Até porque existe outro motivo por trás dessa minha obsessão recente em melhorar a escrita.

Estou atualmente no último semestre de Publicidade e Propaganda e, se tudo der certo, termino a faculdade agora no final do ano. E existe uma possibilidade bem grande de eu simplesmente ignorar qualquer oportunidade de descansar e já emendar outra graduação: Jornalismo.

Sim, aparentemente eu gosto de sofrer.

Pelo aproveitamento das matérias que já fiz em Publicidade, provavelmente seriam mais uns dois anos de graduação e é algo que estou considerando bastante. E, obviamente, se eu quero seguir também por esse caminho, preciso saber escrever e redigir bons textos. Então esses pequenos projetos de escrita acabam funcionando como uma forma divertida de praticar algo que também pode ser muito importante profissionalmente para mim.

Tivemos experimentos gastronômicos também

Na parte gastronômica deste mês, resolvi testar algumas saladinhas novas porque, aparentemente, às vezes eu também sou uma adulta equilibrada que come vegetais.

Mas calma que passou.

Porque também fiz um pavê de maracujá com chocolate que ficou simplesmente INCRÍVEL.




Sério. Preciso procurar a foto porque tenho quase certeza de que registrei esse momento histórico. Se eu encontrar, ela estará aqui em algum lugar servindo como prova de que, de vez em quando, eu sei fazer alguma coisa na cozinha.

Agosto também resolveu ressuscitar a internet antiga

Outra coisa completamente aleatória que aconteceu foi esse pequeno surto coletivo de nostalgia com o “novo Orkut” e o “novo MSN”.

Eu, como uma pessoa extremamente suscetível a qualquer coisa que me faça lembrar da internet antiga, obviamente fui olhar.

Entrei, baixei, testei, mexi em tudo e achei divertido.

O problema é que absolutamente NENHUM dos meus amigos aderiu.

Então basicamente tenho um negócio de conversa instalado para conversar com ninguém. Perfeito.

Mesmo assim, fiquei animada com toda essa nostalgia. Eu adoraria que o Orkut oficial realmente voltasse algum dia. Provavelmente nossas contas antigas já foram apagadas das profundezas da internet, o que talvez seja até melhor para preservar a nossa dignidade, mas ainda assim seria muito divertido ter alguma versão oficial dele novamente.

E o podcast voltou!

Agosto também foi o mês em que finalmente consegui gravar dois episódios do meu podcast.

Um deles, inclusive, foi gravado literalmente ontem, dia 31 de agosto, porque aparentemente eu precisava esperar o mês acabar para lembrar das minhas metas.

 PODCAST AQUI

Estou muito feliz de estar voltando aos poucos com algumas coisas que gosto de fazer. Nem sempre consigo manter tudo na frequência que gostaria porque trabalho produzindo conteúdo durante boa parte do meu dia e existe uma diferença enorme entre ter vontade de produzir para você e ainda ter energia para produzir para você depois de passar horas produzindo para outras pessoas.

Inclusive, isso entra diretamente nas minhas metas para setembro.

Então... o que eu quero fazer em setembro?

Setembro provavelmente vai ser um mês um pouco mais puxado porque quero voltar a estudar com bastante foco. Estou considerando seriamente voltar a acordar às **4 horas da manhã** para estudar, porque já aceitei que estudar à noite simplesmente não funciona para mim.

Eu sento para estudar à noite e meu cérebro fala: querida, nosso expediente terminou.

Então talvez seja melhor sofrer de manhã.

Além disso, quero voltar a registrar mais a minha própria vida. É até engraçado porque trabalho justamente com conteúdo, gravação, vídeo, fotografia e redes sociais, mas muitas vezes percebo que passo muito mais tempo registrando a vida, os projetos e o trabalho de outras pessoas do que os meus.

E foi justamente por isso que comecei a gostar tanto da ideia do Document Your Life. Não precisa acontecer algo extraordinário todos os meses. Às vezes é só uma foto de uma comida que fiz, um livro que comecei, um lugar onde fui, alguma coisa engraçada que aconteceu ou um vídeo completamente aleatório de um dia comum. Ainda assim, é a minha vida acontecendo.

Então meu pequeno checklist para setembro é:

☐ Postar pelo menos dois episódios do podcast, um a cada 15 dias
☐ Voltar a estudar com frequência e criar novamente uma rotina
☐ Tirar mais fotos
☐ Gravar mais momentos da minha vida (voltar com o youtube de vlogs?)
☐ Assistir alguns dos 300 milhões de filmes que estão há séculos na minha lista
☐ Ler mais
☐ Finalmente publicar algumas resenhas que estão esquecidas por aqui
☐ E começar um projeto novo com as meninas

Sim, temos projeto novo vindo aí!

Eu e mais duas amigas estamos preparando um perfil juntas para falar sobre tudo aquilo que ocupa espaço demais nas nossas cabeças: filmes, séries, livros, música, cultura pop e provavelmente mais algumas coisas que vamos inventar no caminho.

A ideia é justamente não ficar presa a um único assunto. Somos três pessoas com gostos diferentes falando sobre as coisas que estamos consumindo, gostando, odiando e querendo indicar. Ainda estamos organizando tudo, então depois conto melhor sobre isso por aqui.

E, falando em livros, uma vitória importantíssima de agosto foi: EU VOLTEI A LER. GRAÇAS A DEUS.

Estava sentindo muita falta disso.

Inclusive, tenho várias resenhas para trazer para o blog. Algumas são de livros que li recentemente e outras são de livros que já terminei há algum tempo e simplesmente nunca publiquei nada sobre eles. O mais absurdo é que algumas resenhas estão praticamente prontas. Falta literalmente sentar e postar.

Então aguardem.

Agosto não foi extraordinário. E tudo bem.

Quando comecei a pensar nesse post, minha primeira sensação foi de que eu não tinha feito muita coisa em agosto. Não viajei, não saí muito, não tive grandes acontecimentos e passei boa parte dos meus dias naquela sequência clássica de trabalhar, resolver coisas, voltar para casa e começar tudo novamente no dia seguinte.

Mas talvez esse seja justamente o motivo para registrar meses assim também.

Nem todo mês precisa parecer um episódio especial de uma série. Alguns são episódios de transição, aqueles em que aparentemente não acontece tanta coisa, mas quando você olha com calma percebe que várias pequenas mudanças estavam acontecendo ali.

Agosto teve uma moto nova, uma dívida nova também porque a vida adulta não perde a oportunidade, um conto publicado, pessoas lendo algo que escrevi, dois episódios de podcast gravados, receitas novas, nostalgia da internet dos anos 2000, livros voltando para a rotina e planos começando a tomar forma.

Talvez não tenha sido tão parado assim.

E agora finalmente agosto acabou. Sobrevivemos aos seus aproximadamente 97 dias.

O que também significa uma coisa um pouco assustadora: oficialmente falta só mais um mês para o meu aniversário.

Não sei se estou ansiosa, feliz, triste ou apreensiva com isso. Provavelmente todas as opções anteriores.

Mas isso é problema para o Document Your Life de setembro.

Até o próximo post!

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