Se você trabalha, estuda ou simplesmente passa mais de 10 horas fora de casa, chega um momento em que a sua bolsa deixa de ser uma bolsa e passa a ser uma extensão da sua casa. Pelo menos a minha já chegou nesse nível. E inspirado na entrevista que Bruna deu para a Vogue, aqui vai a minha mini-lista de itens.
Tem algumas coisas que são obrigatórias. Minha garrafa com água e MUITO gelo é uma delas. Sou viciada em água gelada e não consigo explicar o desgosto que sinto quando percebo que o gelo acabou e a água está em temperatura ambiente. Também tenho um guarda-chuva que basicamente mora na bolsa, porque confiar no clima do Rio de Janeiro é pedir para chegar em algum lugar parecendo que tomou banho de roupa nos últimos tempos.
Mas o grande patrimônio da minha bolsa são minhas duas nécessaires.
A primeira é a da higiene básica: escova e pasta de dente, fio dental, enxaguante, desodorante e óleo corporal. Pode parecer muita coisa, mas quando você sai cedo e só volta para casa à noite, poder escovar os dentes depois de comer ou passar um desodorante no meio do dia é simplesmente qualidade de vida.
A segunda é a minha favorita: a nécessaire do “vai que”. Tem lixa, tesourinha, algodão, álcool, alguns itens de primeiros cuidados e os remédios que já costumo usar e posso carregar. Porque vai que a unha quebra? Vai que aparece uma dor de cabeça? Vai que alguém precisa de alguma coisa? Curiosamente, essa nécessaire já salvou mais gente ao meu redor do que eu mesma.
E foi assim que, aos poucos, percebi que não saio mais de casa apenas com carteira, celular e chave. Eu saio preparada para chuva, sede, unha quebrada, bafo pós-almoço e pequenos apocalipses cotidianos.
E você, qual item carrega na bolsa que parece completamente desnecessário até o exato momento em que alguém precisa dele?


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