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medianerax - blog pessoal

“A menina do Outro Lado” (Totsukuni no Shoujo) de autoria do mangaká Nagabe. Traz como premissa um mundo dividido entre os de dentro e os de fora, no primeiro seres humanos comuns que moram dentro de uma espécie de cidade rodeada de muros altos, deixando de ter contato com o exterior, no segundo seres animalescos que possuem uma espécie de maldição que se um ser humano o fizer, ficará nas mesmas condições. Porém, uma garotinha chamada Shiva mora deste lado, em uma vila sozinha com um guardião animalesco  conhecido como "Sensei".


"Com o passar do tempo, o deus das Trevas começou a ser chamado de forasteiro. E o deus da luz começou a ser chamado de morador de dentro. E essa foi a origem dos dois reinos."


Shiva uma menina doce que se encontra na espera de sua tia, tem em torno de 5 anos , e aparentemente não é amaldiçoada já que seu guardião não a deixa tocá-lo.Juntos eles tecem uma relação de respeito e amor que vai crescendo e amadurecendo página a página. Obviamente os horizontes de Shiva vão se ampliando na medida que ela se aventura sozinha pelos entornos de sua casa, a qual se localiza afastada da cidade no meio de uma floresta. Dessas escapadas vamos descobrindo mais e mais sobre o cenário que os cercam e sobre algumas figuras novas na trama.






O acolhimento que Sensei esbanja ao cuidar da menina faz com que a leitora entenda o outro lado, visto como o lado das trevas, “do mal”, assim como a compreensão de Shiva em conviver com uma criatura que só difere dela própria quanto à aparência, um fator irrelevante para ela.


Mesmo a obra sendo curta, há uma tristeza profunda pairando pelas páginas, o que moverá o leitor a resgatar diversas passagens mesmo após o término da leitura, pois a falta de consciência do outro, de suas particularidades e direitos é o que mais assombra no mangá.


A dose é exata e deixa aquela sensação boa de quero mais. Perguntas ficam no ar e a relação dos protagonistas cativa o leitor. Existe muito neste primeiro volume da história. Respeito, diferenças, carinho, medo, amadurecimento e devoção. Temperos que foram bem inseridos pedindo o próximo número.


Enquanto o preto e o branco predominam nas belas e minimalistas ilustrações deste mangá, as cores invadem nossos pensamentos e dominam as nossas emoções durante a leitura. É tocante, é reconfortante, é encantador. E tudo isso, sem deixar de ser arrepiante, e me instigando a consumir desvairadamente os próximos volumes. 




E você caro leitor, já leu esta obra? O que achou da resenha? Convido a todos que queiram conhecer uma doce menina e seu mundo incrível, para os amantes de graphic novels e para os novatos este volume é uma bela maneira de ingressar. Deixem uma sugestão abaixo sobre uma obra que mexeu contigo e o fez ficar pensando por dias ! 

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Antes de lançar, em 2001, o aclamadíssimo A Sombra do Vento, Carlos Ruiz Zafón já havia escrito Marina, em 1999. Devido a problemas com direitos autorais, o livro só veio adentrar terras brasileiras em 2008.


“O tempo faz com o corpo o que a estupidez faz com a alma. Apodrece.” 


A história começa nos apresentando Oscar Drai, um jovem solitário que está sumido há uma semana do internato onde residia. Como ele foi parar ali? Apenas lendo página por página que vamos entender o que levou até aquele momento. Narrado pelo próprio personagem, o enredo é completamente envolvente . Para distrair-se, nos finais de tarde após as aulas, sai às escondidas da escola e passeia pela cidade adentrando as ruas arruinadas e fantasiando sobre seus dias de glória. 




 

Numa dessas andanças, ele acaba indo parar em um bairro onde, até então, nunca havia entrado, o que acaba sendo atraído pela voz que emana de um dos casarões imponentes que outrora havia sido sem dúvidas um dos mais belos da região. Uma voz doce e angelical cantando, o que Oscar não fazia a menor ideia, mas tinha a necessidade de vivenciar o que acontecia no casarão. Chegando lá, ele ficou abobado ao descobrir que a voz maravilhosa vinha de um gramofone. Curioso, o garoto entra na casa atraído por um relógio antigo que, ao pegar para inspecionar, vê-se surpreendido por um habitante e acaba fugindo assustado, levando o relógio consigo.

 

Então, começa a aventura da obra, ao tentar devolver o relógio conhece Marina, uma garota inteligente e incomum, amante de descobertas e com uma sabedoria invejável até mesmo para os adultos. Ela transforma a vida monocromática de Óscar para sempre, tornando-se uma das suas mais belas e pungentes recordações. O garoto inseguro e com pouca experiência de mundo, passa por transformações inimagináveis e eletrizantes, que tem como ponto de partida o momento em que ele avista uma misteriosa figura de negro pairando em um cemitério.

 

Nada do que eu tente falar aqui ou até mesmo explicitar irá fazer jus a todo o brilho e a majestosidade de Marina. Zafón é um exímio contador de histórias. Neste livro de quase duzentas páginas, conseguiu sintetizar um romance belíssimo - com todos os ares e nuances do primeiro amor - ao retratar uma trama de terror diabolicamente orquestrada, além de arrepiante e norteada até mesmo por uma pegada steampunk. Narrado em primeira pessoa magistralmente por Óscar - onde o personagem apresenta suas mais doces e vis memórias ao leitor - em um ritmo contagiante, surpreendente e nada menos do que incrível. O enredo nos fala sobre vida, morte e o obscuro fio de ouro que une a existência de uma à outra.


 


Apesar de ser um livro de pouco menos de 200 páginas, a construção de personagens e de toda a trama é tão bem elaborada que é impossível largar apenas quando se descobre o que o levou até o momento da primeira página da obra. 

 

Por hoje esta é a recomendação, espero que tenham se interessado em ler !

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A série que estreou em 2019 , baseada no artigo ganhador do Pulitzer “An Unbelievable Story about Rape”, veio para arrebatar o público, com um assunto sensível como o estupro e tendo ciência  que é baseado em fatos reais trouxe ainda mais peso para a trama. Com uma atuação belíssima e um roteiro que te remete ao crime e todo desenrolar , Inacreditável com certeza merece a sua atenção.











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Logo no episódio piloto somos apresentadas à Marie Adler, uma jovem que foi estuprada e é levada à exaustão pela polícia pelas diversas vezes que precisa repetir o terror que passou (tanto que chega um ponto que há diversas convergências em seu depoimento), até então o expectador crê que assistira a mais uma série onde a vítima é totalmente desacreditada pelos órgãos públicos e o agressor viverá impune.

No episódio seguinte muda totalmente a vibe da série, e daí por diante somos apresentadas a duas investigadoras que por uma coincidência possuem um agressor sexual que agiu da mesma forma três anos após o caso de Marie ter passado, e encontro diversos casos que procedeu da mesma forma, dando assim o início de uma investigação exaustiva e emocionante.


“Porque mesmo com boas pessoas, mesmo com pessoas que você pode confiar, se a verdade é inconveniente, se a verdade não faz sentido, elas não acreditam”


Sendo uma série completamente envolvente, abro aqui o espaço para parabenizar as investigadoras Det. Grace Rasmussen (Toni Collette) e Det. Karen Duvall (Merritt Wever). Sendo de Toni Collete uma atuação completamente esperada que nem por isso perde a maestria, sendo a detetive agressiva e experiente que não se deixa abalar por nenhum caso, em contraponto, temos Duvall uma mulher menos experiente que faz de tudo para resolver o caso, balanceando o lado materno com o lado durona. Outro ponto que fez a trama ainda melhor foi a forma que as diversas vítimas foram apresentadas e como cada uma reagiu de maneira completamente diferente,  trazendo assim um peso emocional.


Entretanto, como nem tudo são flores, na metade  da série ela se torna completamente monótona e cansativa criando uma “barriga” dispensável. Apesar da narrativa ser emocionalmente desgastante em alguns pontos, a sensação de otimismo que fica após o último episódio é muito bem vinda.


Indicadas para todos que queiram conhecer como a vida de uma vítima muda para sempre após uma agressão sexual, POSSUI GATILHOS, assistam com cuidado.






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Tabela:
Em andamento
Concluído 

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Finalmente resolvi criar coragem para participar desse projeto de leitura (desafio literário) que consiste em ler os livros lidos pela personagem Rory Gilmore, do seriado Gilmore Girls.O bom desse projeto é que não tem prazo determinado, não tem ordem de leitura e o participante pode começar do jeito que achar melhor. 

Como sabem nunca fui muito fã da série, resolvi da mais uma chance e lá pelo episódio vinte e tantos me vi apegada em alguns personagens e resolvi continuar, e com isso também achei que era o momento de vir soltar ao mundo esse desafio louco ( e sim, ainda estou assistindo me desejem sorte para finalizar desta vez ) 

A lista de livros do Desafio Literário Rory Gilmore Book Project é enorme e foi criada pelo escritor australiano Patrick Lenton. Composta por 338 obras que vão de clássicos da literatura universal até autores mais contemporâneos como Dan Brown.
Mantive a lista em ordem alfabética para ficar um pouco mais fácil encontrar os títulos.

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Carolina Rozeira

Comunicóloga apaixonada por fotografia desde os 6 anos, viciada em séries, livros e chá gelado, tutora de três gatinhos

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