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medianerax - blog pessoal

Até onde um livro Young Adult pode ir na missão de agradar seu público alvo, entreter e também inovar ao mesmo tempo? A verdade é que o gênero, por ser um pouco repetitivo em sua fórmula, desagrada o leitor mais crescido ou até mesmo aquele que faz parte do alvo, mas que já tem uma carga de leitura um pouco maior. No entanto, Nevernight surgiu como uma "luz no fim do túnel", inovando e ousando dentro de um gênero que aparentava não conseguir mais mostrar novidades ou coragem de mudar.


"Neh diis lus'a,

lus diis'a"

(Quando tudo é sangue, sangue é tudo.)


Escrito por Jay Kristoff, Nevernight é o primeiro volume de uma trilogia (??) que leva o nome de As crônicas da quasinoite e conta a história de uma jovem de 16 anos que finalmente entra para a Igreja Vermelha, a maior escola da República para formar assassinos. Ela decide entrar na academia depois de, quando criança, ter presenciado a morte do pai e ainda ter perdido a mãe. Ele foi acusado de golpista e os seus assassinos agora são os inimigos e alvos da jovem que tem sede por matar. Ela é temida, e depois de ter sido tocada pelas sombras, não teme a nada.


O livro inicia com um ritmo lento e um pouco confuso. As primeiras páginas narram duas situações vividas pela protagonista – uma cena de sexo e outra de assassinato; elas são entrelaçadas, de forma que surpreendem o leitor. Em seguida, começa a jornada da personagem - que somente tem seu nome informado no decorrer das páginas - até a escola de assassinos. E essa parte que torna o livro chato. Ele é arrastado e não motiva o leitor a continuar. Os acontecimentos não chamam a atenção, fazendo com que o leitor – ou pelo menos esse que vos fala – quase desista de continuar a leitura. Mas isso tudo muda a partir da página 120. Ou seja, não desista, porque depois você terá em suas mãos uma das maiores surpresas recentes.





Um ponto forte da história é o universo criado. Os primeiros capítulos podem ser cansativos e confusos por conta da ambientação a esse mundo, mas digo para não desistir. A maioria das explicações, narrações e/ou descrições desse mundo são feitas através de notas de rodapé, o que achei um recurso bem legal. Se quiser ler, leia; se não, segue o baile. Só sei que achei super demais essa de um lugar com ares romanos que tem três sóis e nunca anoitece (a não ser a cada dois anos e meio). Aí fica a pergunta: mas eles não dormem? como é a passagem dos dias? Todas essas respostas você encontra no livro.


É indiscutível como todo esse universo foi bem criado e super criativo e percebe-se que o autor pensou nos mínimos detalhes para fazer a história mais agradável possível. Algumas notas de rodapé são bem irônicas, o que combina bastante com o que ele quer explicar. Entretanto, com falei antes, a maioria é uma aula sobre a República de Itreya, que inclui história, geografia, política e religião. Alguns capítulos começam com flashbacks da vida de Mia. O interessante é que esses flashbacks têm ligações com os acontecimentos do capítulo.


"Você jura servir à Mãe da Noite? Jura aprender a morte em todas as suas cores e a levar em nome dela a quem a merecer e a quem não a merecer? Jura tornar-se uma acólita de Niah e instrumento terreno da escuridão entre as estrelas? *"



Outro ponto que gostei foi da escrita do Kristoff. A narração do livro é feita em terceira pessoa, o que eu geralmente prefiro em fantasias por dar uma maior amplitude nos cenários. A história de Mia é póstuma, contada por algum aleatório sobre como Mia se tornou uma grande assassina. Os capítulos são longos, mas a escrita dele é bem ágil e sem muitos rodeios que você nem percebe as páginas passarem. As descrições são detalhadas, mas não de um jeito cansativo. Elas são detalhadas o suficiente para você conseguir se imaginar no lugar e não cansar da leitura.


Apesar da personagem ter dezesseis anos, esse livro passa longe de ser uma fantasia YA. Esse detalhe me lembra muito com a série Corte de Espinhos e Rosas é vendida lá fora como fantasia YA que eu fico com uma cara de “que?”. Como falei, a narração é bem direta e, em certos momentos, bem crua. Logo no começo do livro, pegamos o impacto de como vai ser a história. Sério. O livro é bem gráfico, principalmente em suas mortes, desmembramento e pegações, por isso eu classifico como fantasia adulta.





Os personagens secundários foram muito bem desenvolvidos e de extrema importância para história. Não estou falando sobre os professores, que também desempenham um significativo papel, mas dos colegas de Mia, ou melhor, os concorrentes dela aos títulos de lâmina. Um dos meus personagens favoritos foi Tric, que se torna um grande amigo da protagonista. O desenvolvimento da relações dos dois foi sutil e gostei muito da maneira que aconteceu. Não irei me aprofundar muito no assunto para não estragar a experiência de ninguém.


Outro aspecto muito sutil no desenvolvimento da trama é o passado da protagonista, que vai sendo entregue aos poucos para o leitor. A maneira que o autor apresentou essa questão da história foi promissor para a obra porque faz com que fiquemos curiosos sobre o que aconteceu, criando muitas teorias, onde algumas ficam abertas para o próximo volume, aumentando o nosso interesse na sequência.


O desfecho do livro é excelente e muito surpreendente. Não irei revelar detalhes que irão estragar a experiência de vocês, é claro, mas eu realmente não esperava o que aconteceu. Todo o desenvolvimento do livro foi muito bem elaborado e em nenhum momento o autor nos levou a pensar no rumo que a história tomou. Quando o plot twist acontece, Jay Kristoff aponta que tudo estava bem na nossa cara, ou na de Mia, mas muito improvável de ser notado. (Controverso, né? Mas quando acontecer você vai conseguir entender o que quero dizer).


Mia Corvere se tornou uma grande personagem para mim e tenho guardado um carinho enorme por ela. De primeira, por ter lido o livro aos poucos e intercalando com outros, a minha reação não foi tão imediata, mas com o passar dos dias fui desenvolvendo um carinho pela história, principalmente pela protagonista, e venho contando os dias pela oportunidade de poder ler Godsgrave, o segundo volume das Crônicas da Quasinoite. Para finalizar, as últimas páginas podem não ser nada demais para algumas pessoas, mas sempre abro um sorriso quando lembro-me delas, principalmente da Loba feita de sombras — que vocês precisarão ler o livro para saber do que estou falando, já que nada de spoilers por aqui HAHA —.


O ar sombrio da história vem pelo detalhes na descrição das cenas, com apelos a sexualidade e violência. Em muitas cenas eu precisei parar e respirar fundo, por isso que, apesar de ser um livro com uma protagonista adolescente, o livro é uma fantasia indicada para adultos.


Se você gosta de experimentar uma fantasia épica e completamente nova, Nevernight - A Sombra do Corvo é mais do que indicada para isso, ela é essencial para todos os fãs do gênero.



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Parasita foi lançado em novembro do ano passado e já ganhou muitas premiações até aqui além de ter concorrido a nada mais nada menos que S-E-T-E categorias no Oscar de 2020 (o que pra um filme coreano é realmente impressionante), e levou, para a surpresa de todos, as estatuetas de “Melhor Filme”, “Melhor Filme Internacional”, “Melhor Roteiro Original” e “Melhor Diretor”.   



O filme conta a história de uma família pobre que vive em um porão semi-subterrâneo na Coréia do Sul, os Kim. O filho dessa família recebe o convite de um amigo para trabalhar na casa de uma família rica, os Park. A partir daí, os Kim enxergam nisso uma maneira de ascensão social e começam a bolar um plano para se infiltrar, um a um, como empregados na mansão da família Park. 

O que era pra ser um plano bem articulado e infalível, acaba se envolvendo em reviravoltas complicadas que podem custar caro a todos os envolvidos.


O diretor faz um trabalho realmente merecedor de premiações, é até difícil definir um só gênero para a história, porque Bong Joon-ho foi capaz de inserir vários gêneros diferentes para cada situação, com um tom ora dramático ora engraçado, e para isso escreveu um roteiro muito bem amarrado, com uma premissa interessante e um ápice que faz a gente ficar com o coração bem acelerado, viu? Confesso que depois de Parasita eu precisei conhecer outros filmes dele e não me decepcionei.



Vale destacar aqui a maneira como a temática da desigualdade social é trabalhada, onde de um lado acompanhamos uma família lutando do jeito que pode para alcançar condições mais dignas de vida, e de outro, uma família completamente imersa dentro de sua bolha social, preocupada com mais nada além de futilidades e gastando dinheiro sem nem se importar. A fotografia tem como objetivo justamente evidenciar essas diferenças, usando planos mais apertados e sem cor para as cenas do porão e planos mais abertos e coloridos para as cenas na mansão, que inclusive é tão grande que às vezes parecia vazia. 



As atuações foram todas muito boas, em nenhum momento eu desgrudei os olhos da tela porque todos os personagens tem um certo carisma que faz a gente querer conhecer mais sobre alguns e torcer por outros. Aqui eu destaco a atriz Park So Dam, a Jessica, que é uma garota cheia de recursos para conseguir o que quer e o pai, vivido pelo ator Song Kang-ho, que somente com o olhar foi capaz de transmitir extremo desconforto a quem assistia.


Parasita vem para dar um tapa na cara de todo mundo que só sabe apreciar Hollywood e mostra que o cinema coreano pode ser tão bom quanto, eu mesma comecei a ficar viciada depois que assisti. Nas palavras do próprio diretor: é preciso vencer as barreiras da legenda.




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"Daisy Jones And The Six" de Taylor Jenkins Reid, conta a história de uma famosa banda fictícia - cujo nome é homônimo ao título da obra - a qual, em meados dos anos 70 tornaram-se um dos grupos de rock 'n' roll mais famosos internacionalmente.


Histórias documentais de banda (ficcionais ou não) não são exatamente uma novidade (órfão de The Naked Brothers Band até hoje). Elas comprovam todo o fascínio que nós, enquanto sociedade, temos com essas pessoas que nós mesmos colocamos num pedestal de famosas. Como tudo funciona, o que são os bastidores, os segredos cada uma das pessoas guarda. E principalmente quando resolvem um dia terminar o trabalho, quais os motivos disso? Só que Taylor inova justamente ao trazer isso pra um livro. 






Eu nunca li um livro que fosse sobre uma banda e eu imagino que esse não seja o primeiro, mas ele se destaca por ser escrito TODO em diálogos. Não há prosa, não há narrador. São diálogos puramente do começo ao fim. É como assistir aqueles documentários em que filma o rosto de uma pessoa enquanto ela fala e logo depois muda pra outra pessoa e então pra outra e assim por diante. E aí que mora uma genialidade do livro.


 Ela não cria personagens. Ela cria humanos que por alguma razão não existem mas depois dos livros dela você começa a se questiona COMO eles não existem, pois sim eles existem. Ela consegue te passar essa sensação de realidade também nesse livro e é um mérito puro dela. 




O livro conta a história da banda do início ao fim, desde antes das personagens se conhecerem ao dia em que decidem se separar. Mas o livro acaba centrando, logicamente, nas figuras de Daisy Jones e Billy Dunne (vocalista de o The Six). Ambos são as personagens que mais evoluem ao longo do arco narrativo e são aquelas com as quais você mais vai se conectar, pelo tempo mesmo em que eles estão presentes. Não foram as minhas favoritas mas eu gostei MUITO da dinâmica dos dois. Do amadurecimento dos dois, da perda de si mesmos e da redenção. 

Daisy Jones é pra mim uma mulher incrível e com falas icônicas também. E que sabe disso. E que sabe também que é fraca. Porque é humana. Isso é uma coisa muito muito legal do livro, como ele trata suas personagens como pessoas humanas. Como tem altos e baixos, como a banda de fato se comportava nos bastidores, como aqueles ao redor se sentiam, pois todos são humanos, todos existem para além do palco e a autora faz questão de explorar isso. 

Além de explorar também coisas como o abuso de drogas e álcool, de um jeito corajoso e real, toca na questão da abusividade dos relacionamentos e não tem medo de expor o que acha necessário. São fatores que humanizam ainda mais as personagens dela e ela soube como tratar de cada um dos temas.


Taylor Jenkins, a autora, foi capaz de transmitir as diferentes características de cada um muito bem durante o livro, e é impossível não se tornar apegada aos personagens e tudo que está ali. Fora que, por ser um livro que traz momentos de composição de álbuns da banda, Taylor ainda nos abençoa com as letras das músicas citadas – um trabalho completo!


Por último, gostaria de informar aos senhores que uma série baseada neste livro incrível já está em pré-produção pelo Prime Video, plataforma de streaming da Amazon. E, com o excelente trabalho que fizerem na adaptação de Good Omens estou animadíssima para ver Daisy Jones ganhar as telas e ver como esses personagens que se tornaram tão queridos para mim ganhando vida. A leitura é indicada para todos, absolutamente todos que ja foram fãs de alguma banda.



Dica: "Só Garotos" de Patti Smith, surge como uma ótima indicação aqueles que adoram livros ambientados nesse mesmo período e que tratam sobre o mesmo assunto.


Elenco da série.



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O que é K-Drama?

Um K-Drama também pode ser chamado de drama ou novela coreana. Ou seja, o “K” é uma referência à Coréia (Korea). Em geral, os dramas coreanos tem apenas uma temporada e seguem o formato de minissérie, variando entre 12 e 24 episódios no total. Agora vamos as indicações.

Pousando no Amor (2020)
Na história, temos a Yoon Seri, uma chaebol (filha de família rica), que, após pular de parapente, acaba sofrendo um acidente que a leva para a Zona desmilitarizada entre as Coreias, mais especificamente na linha da Coreia do Norte. Se isso não fosse o bastante, a mocinha é encontrada por um soldado norte-coreano, o capitão Ri Jeong Hyuk. Como ao encontrá-la, não reporta ao Departamento de Segurança da Coreia do Norte, cabe a ele, e quatro de seus mais próximos colegas de vigia, dar um jeito de mandá-la de volta ao país dela. 
Alem disso, é uma serie que retrata sobre depressão, suicídio, abandono parental e sim, temos o nosso famoso romance, que apesar de impossível não deixa a gente parar de sonhar quando vai dar certo.




Hometown Cha Cha Cha (2021)
O dorama acompanha a história da Yoon Hye-Jin , uma dentista de Seul que se muda para a fictícia pequena cidade litorânea em Gongjin para abrir a primeira clínica odontológica de lá, após ser demitida e sem chances de um novo emprego na capital ;e de Hong Du-Sik (Chefe Hong) um faz tudo da região, atenciosos com os mais velhos, prestativos, que busca aproveitar a vida, mas que guarda um mistério sobre anos de sua vida que ninguém da vila sabe.
Hometown ( Ã© baseado no filme do mesmo país : Mr Hong ) vai nos apresentando junto com seus cenários incríveis: sol, praia, mar - e alguém para amar, talvez? - nosso mais querido enemies to lovers, com bastante humor e um romance levezinho para acompanhar. 




Romance is a bonus book (2019)
Cha Eun-ho é um autor de sucesso e o mais jovem editor sênior da editora em que trabalha. Conhecido por sua inteligência e beleza, é visto como extremamente bem sucedido. Kang Dan-Yi  costumava ser uma executiva de publicidade de sucesso, mas agora passa por grandes dificuldades para encontrar um emprego. 
Ela então descobre que a editora que ele trabalha está contratando, ela se inscreve para uma vaga em que os requisitos não pedem formação universitária. No meio da necessidade, claramente ela tenta e acaba sendo contratada.
Esse drama trata assuntos como maternidade solo, relacionamento abusivo, como uma mulher ao passar do que consideram a idade correta é renegada a reintegração ao mercado de trabalho. Apesar de ser bem leve da para ver o amor que a equipe adicionou na criação ja que todos temas são passados com leveza e o romance enche nosso coração de esperança.




Espero que gostem das indicações e todas estão disponíveis na netflix.



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Sophie Kinsella é uma renomada autora de londrina de romances, sendo um de seus maiores sucessos a série “Os Delírios de Consumo de Becky Bloom”, porém, nesta resenha, conversaremos sobre outra obra também aclamada da autora intitulada de “Samantha Sweet - executiva do lar”.

Samantha Sweet tem 29 anos e é advogada de um dos mais renomados escritórios de advocacia de Londres, a Carter Spink. Trabalhando 24 horas por dia sem cometer nenhum erro, ela está perto de conquistar seu maior sonho: ser a nova sócia do escritório. Porém, tudo parece ruir quando ela percebe que cometeu um erro básico que trará consequências milionárias.

Assustada e envergonhada, a única coisa que Samantha consegue fazer é fugir do escritório. Caminhando sem rumo ela chega a estação de trem e devido a mais um contratempo ela se vê obrigada a entrar no primeiro trem que aparecer. Ao chegar em uma pequena cidadezinha distante de Londres com muita dor de cabeça e cansaço, tudo que ela quer é encontrar um lugar para descansar e passar a noite.

Ao pedir ajuda em uma casa ela é, na verdade, confundida com uma candidata a doméstica. Sentindo-se em uma 'entrevista de emprego', o espírito competitivo de Samantha não deixará que ela perca a vaga para outras candidatas, sendo contratada no momento devido aos seus talentos especiais como empregada (quando, na verdade, ela não sabe nada sobre como ser uma doméstica, o que dirá cozinhar). Ela acredita que manter a mentira por alguns dias, até que possa voltar a Londres não será uma tarefa difícil. Mas quando o tempo estende-se, a dúvida que nos resta é: por mais quanto tempo Samantha continuará sem ser descoberta?





Samantha é o tipo de personagem que, apesar das enrascadas em que se coloca, consegue ser corajosa nas suas escolhas. Acredito que não seria fácil para ninguém largar o mundo que conhece para se aventurar e aceitar fazer coisas novas. Não apenas a aceitação, Samantha tem de aprender a ser uma doméstica e realizar as tarefas, sendo que em algum momento ela terá de encarar e aprender a aceitar os fatos do passado e tomar novas decisões. É essa coragem de recomeçar a vida praticamente do zero que torna a protagonista especial.


As obras da Sophie Kinsella me encantam pelas críticas ou mensagens que transmitem ao leitor. Em Samantha Sweet a autora consegue nos mostrar o mundo globalizado com outros olhos. Estamos cada vez mais ligados às tecnologias (como computadores e celulares), ou viciados em trabalho, sendo que nossa vida acaba se resumindo a isso. Com o tempo paramos de perceber o mundo a nossa volta, as pessoas que nos cercam e a beleza dos lugares que nos rodeiam. Aos poucos deixamos passar os detalhes mais simples de nossa existência.


Acima de tudo, o livro é hilariante. As enrascadas pelas quais a protagonista passa são diversas, já que ela não tem muita afinidade com a cozinha ou a máquina de lavar roupa. Você acaba se apegando a Samantha e em diversos momentos durante a leitura você ri sozinho.


“Ela pega a tábua comigo e em dois movimentos ajustou exatamente na altura certa. 
– Acho que você usava um modelo diferente – acrescenta com sabedoria enquanto ela se trava de novo. – Cada uma tem seus truquezinhos.
– Sem dúvida! – digo agarrando-me com alívio a essa desculpa. – Claro! Estou muito mais acostumada a trabalhar com uma… uma… Nimbus 2000!
Trish me olha, surpresa.
– Essa não é a vassoura do Harry Potter?
Porra. 
Eu sabia que tinha ouvido em algum lugar.
– É. É – digo finalmente, com o rosto em chamas. – E também uma conhecida marca de tábua de passar roupa. Na verdade, acho que o nome da vassoura foi dado… ah… por causa da tábua de passar.”

– Verdade? – Trish parece fascinada. – Eu não sabia! (p. 179)


O que não poderia faltar é um boymagia. Nathaniel é o jardineiro dos Geiger e vai ajudar nas limitações domésticas de Samantha. Apesar de estar apaixonada por ele, Samantha não sabe o que fazer, já que contar a verdade sobre sua antiga vida é um grande empecilho. Um casal fofo pelo qual o leitor vai torcer até o fim.




Mais um livro da Sophie que entra para a lista de favoritos. Uma leitura leve, fluída e engraçada que pode ser realizada em poucas horas.

Sendo um livro de mais de 500 páginas achei o final muito corrido, muito incerto, pois sou daquelas que gosta daqueles finais redondinhos, sem que eu precise pensar no "será que"


Não fica claro para onde eles vão e onde ficarão, não fica certo sobre o que ela fará, no final até o cinegrafista e o repórter chato tomam chá de sumiço, além de que fiquei curiosa para saber mais sobre o irmão dela, Peter, que teve um colapso nervoso e o que a mãe dela disse sobre a nova decisão.


No todo, é uma obra incrível que acabou com meu trauma inicial com a autora após ter lido outra obra dela (e isso fica aberto para uma próxima resenha) , apesar de ser um livro gigante admito que li ele em uma tarde inteirinha e ficou com gostinho de quero maisssssssssss. Para fãs de chick-list que queiram um livro engraçado que vai da aquela aquecidinha no coração esta é uma indicação. E vocês ja leram algo da autora ou querem recomendar algo do gênero? deixem nos comentários !!!


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Carolina Rozeira

Comunicóloga apaixonada por fotografia desde os 6 anos, viciada em séries, livros e chá gelado, tutora de três gatinhos

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