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medianerax - blog pessoal



E aí, pessoal! Quem não adora aquela série cheia de mistério e adolescentes rebeldes? A Netflix nos presenteou em setembro de 2025 com Desobedientes, e a premissa, vou confessar, é daquelas que fisgam na hora!

Somos apresentados a Leila e Abbie, duas amigas que estão claramente perdidas na vida – drogas, faltas na escola... aquele combo de dor de cabeça para os pais. Com alguma relutância, a solução encontrada para uma delas é uma espécie de internato, e é aí que entra a misteriosa Evelyn, a cara à frente da Tall Pines Academy. Que figura enigmática, hein? Já dá aquele ar de que algo grande está por vir!

Paralelamente, a trama nos leva para a cidadezinha onde o instituto fica, com a chegada do casal Alex e Laura. Ele é um policial com um passado meio sombrio, e ela, que está grávida, cresceu por ali. Essa dualidade entre o mundo isolado da academia e a vida da cidade cria uma teia super interessante!



Olha, se tem algo que a série acertou em cheio foi na atmosfera! A trilha sonora é tensa, daquelas que fazem o coração bater mais rápido, e a fotografia? Linda demais! Ela oscila entre um clima aconchegante de cidade pequena e a claustrofobia pesada de dentro do instituto. A direção também se mostra inventiva em muitos momentos.

Mas... (e sempre tem um "mas", né?), o quebra-cabeça do roteiro parece que perdeu algumas peças essenciais. A história tem um ponto de partida genial e uma narrativa que prende no começo, mas, com o tempo, algumas situações começam a nos fazer coçar a cabeça e pensar: "Será que isso faz sentido mesmo?"

O ritmo se perde e chegamos a momentos onde os eventos simplesmente não parecem ter uma lógica interna. A grande questão que fica é: Qual é, afinal, o propósito real desse instituto? A vilã, Evelyn, de repente, manipula toda a cidade. Absolutamente todos, inclusive as autoridades que deveriam estar investigando, colaboram com ela. Isso, gente, parece um atalho de roteiro que não convence, sabe? Fica parecendo que a série optou pelo caminho mais fácil ao invés do mais crível.

Outro ponto que desvia o foco é a inconsistência com os personagens. Vários deles têm mudanças de personalidade bruscas e sem a construção narrativa necessária para justificar essas reviravoltas. O resultado? O enredo fica raso, jogando fora o potencial incrível que a série tinha no início. A gente fica com a sensação de que os roteiristas foram acumulando mistérios, prometendo mundos e fundos, mas sem um plano sólido para entregar as respostas.



E o desfecho, que momento crucial! Infelizmente, a sensação é de que o final de Desobedientes foi decepcionante e extremamente superficial. Em vez de amarrar as pontas e dar um fechamento coerente, a série se escondeu na ambiguidade. A impressão que fica é que eles queriam um final chocante, tipo "nem tudo é conto de fadas", mas acabou sendo um final sem substância.

Resumo da Ópera: Começou com um brilho de ouro e uma ideia super empolgante, mas terminou como mais um daqueles produtos da Netflix que apostam no mistério e no choque fácil, sem nos dar uma história sólida e que se sustente do começo ao fim.


Com amor, Rozeira
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Carolina Rozeira

Comunicóloga apaixonada por fotografia desde os 6 anos, viciada em séries, livros e chá gelado, tutora de três gatinhos

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