Cute Hello Kitty Kaoani Tirei a CNH, Uhulll ! - medianerax - blog pessoal

Tirei a CNH, Uhulll !

Demorei para trazer esse relato, mas finalmente chegou a hora: já faz três meses que estou com a CNH no bolso. Moro no Rio de Janeiro e comecei todo esse processo em agosto de 2025, logo depois que saí do escritório onde trabalhava. Com mais tempo livre, senti que finalmente conseguiria me dedicar às aulas do jeito que sempre quis.

A primeira coisa foi procurar um CFC próximo de casa (para quem não sabe, Centro de Formação de Condutores é o nome oficial do que todo mundo chama de autoescola). Lá me informaram que tirar a carteira categoria B, somente carro, sairia em torno de R$1.200 com as 20 aulas e o curso teórico, enquanto a AB, que inclui moto, ficaria por volta de R$1.600. Não sei bem explicar o que me deu, mas saí de lá matriculada nas duas. Estava na emoção de realizar uma meta que carregava comigo há anos: tirar a CNH antes dos 30.

Depois da matrícula, o próximo passo foi agendar o dia no Detran para tirar a foto e dar início oficial ao processo. Uma dica importante: caprichem no visual nesse dia, porque é também quando tiram a foto que vai para o documento. Sobre o prazo, vale mencionar que após a reforma não existe mais aquele limite de 12 meses para concluir tudo.

A etapa que mais consumiu tempo logo no início foi agendar a avaliação psicológica e o exame de vista, feitos em uma clínica credenciada. Demorou quase um mês só para conseguir uma data, mas a avaliação em si foi rápida: menos de três horas entre a psicóloga e o oftalmologista. Saí de lá com a confirmação do que já suspeitava: miopia forte e óculos obrigatórios.

As aulas teóricas vieram na sequência e duraram cerca de três semanas. Colocava o máximo de aulas possível por dia, no formato presencial, e me apaixonei pelo professor Zamma, que ia muito além da legislação de trânsito e ensinava mesmo sobre como se portar como ser humano no trânsito. Ao terminar as aulas, esperei mais de um mês para conseguir agendar a prova teórica. Confesso que bate um frio na barriga na hora, mas fui muito bem: de 30 questões, acertei 28, mesmo sem ter estudado durante o período de espera.

Escolhi começar a parte prática pela moto. Andei de bicicleta por muitos anos e isso faz toda a diferença para quem quer aprender a pilotagem, gente, equilíbrio é tudo. Além disso, já temos uma moto em casa, então eu tinha alguma noção, mas nunca tinha colocado a mão no guidão de verdade porque meu noivo não deixava antes da CNH, e ele estava certíssimo. Foram aproximadamente um mês e meio de aulas, duas ou três vezes por semana, com o instrutor Leonardo, que foi incrível. A chave para aprender mesmo é a calma: vi muitas colegas tão apavoradas com a possibilidade de cair que acabavam caindo. Eu mesma derrubei a moto uma vez porque não percebi que ela ia apagar e fui junto para o chão, mas faz parte, a gente aprende vivendo. Ao finalizar as aulas, mais um mês de espera pelo agendamento da prova no Detran, que demora demais para marcar qualquer coisa. A pior sensação era achar que o prazo iria vencer antes de terminar todas as etapas.


Nesse intervalo, já tinha iniciado as aulas de carro. Sempre tivemos carro em casa, mas eu nunca tinha sentado no banco do motorista para tentar dirigir. Admito que foi estranho no começo: entendia a mecânica, mas não tinha noção de espaço e distância. O percurso das aulas era desafiador: 40 minutos no trânsito caótico do Rio, com motociclistas, idosos, ônibus e vans ao mesmo tempo, tudo isso em um carro manual, o que exigia atenção redobrada para não apagar o motor no meio da rua. Felizmente isso nunca aconteceu e fico muito grata. A maior dificuldade foi e ainda é calcular distância na hora de ultrapassar ou trocar de faixa rapidamente, mas no geral foi tudo muito tranquilo.


Agora vem a parte mais dramática: as provas.

Na prova de moto, fiz o simulado no dia anterior e cheguei ao Detran às cinco da manhã para treinar antes do exame marcado para as nove. Fiz várias voltas e estava bastante confiante. Minha dificuldade era passar pelo primeiro cone, eu sabia que se conseguisse ali o resto fluiria bem, e foi exatamente o que aconteceu. Acelerou um pouco mais do que o planejado, pulei o primeiro e fui direto para o segundo, mas sem queimar nenhuma faixa e com a prova concluída com sucesso.

A prova de carro foi mais tensa. O Detran cancelou a prova no dia marcado e remarcou três semanas depois. Quando o dia chegou, consegui dar apenas uma volta de aquecimento antes de ser chamada. Não estava lá muito confiante, mas sempre que bate esse sentimento eu canto a música de abertura de CSI Miami e me sinto imbatível. O avaliador viu minha tatuagem de gato, disse que era apaixonado por gatos e pronto, a conversa quebrou o gelo e o nervosismo foi embora. Na baliza cometi um pequeno deslize em um dos pontos, o carro ficou um pouco para fora, mas como havia sido rápida ele pediu apenas para ajustar. Respirei fundo e pensei: na rua nem sempre tem alguém para ajudar, então se vira, diva, você não é quadrada. Finalizei a baliza dentro do tempo, cumpri o trajeto, ainda conversei bastante com os avaliadores sobre o concurso do Detran que está para sair faz uns anos e saí de lá sem perder nenhum ponto. A diva divou mais uma vez.



Então, meninas: façam. A liberdade que vem com uma carteira de habilitação é algo que não tem preço. Já peguei a moto algumas vezes, ainda com um pouco de cautela, e estou juntando para comprar um carrinho. Foi uma aventura de meses, com alguns imprevistos no caminho porque eu estava atendendo vários clientes ao mesmo tempo e precisava equilibrar tudo sem atropelar ninguém, no sentido literal e no figurado. Mas valeu cada segundo. Façam muitoooo!





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