Robô Selvagem
Oiiiê gente! Hoje vim falar sobre Robô Selvagem, a animação que concorreu a três categorias no Oscar... e que filme!
Sinopse: Um robô chamado Roz naufraga em uma ilha desabitada, longe de qualquer humano ou fábrica que possa reconhecê-la ou resgatá-la. Sozinha em um ambiente completamente hostil, ela precisa aprender a se comunicar com os animais selvagens e a entender as regras daquele novo mundo para sobreviver.
O filme é tudo isso que dizem por aí. Faz jus às suas quatro estrelas no Letterboxd, uma animação sensível e delicada, que nos faz rir, chorar e ficar apreensivos em vários momentos. Quem diria que Ross, a raposa, e um pequeno ganso conseguiriam nos transportar por quase duas horas para outro lugar, outro tempo, outra forma de sentir?
Ross, mesmo não pertencendo àquela ilha, se esforça para entender os moradores do local, ainda que seja repudiado e maltratado por eles. A raposa, que teve uma dublagem excelente por sinal, nos faz criar afeto justamente pelo predador natural de um pequeno ganso. E como isso funciona? O personagem é simplesmente ele mesmo. Não esconde que carrega o desejo de caçar, mas o que é ainda mais primitivo e reprimido nele é a vontade de pertencer, de fazer parte de uma sociedade, de ser compreendido, ouvido, e ter, de fato, uma amizade, mesmo que seja com uma robô.
Já o nosso pequeno Bico Vivo, que nasceu com uma deficiência e ainda foi criado fora do seu bando, é como uma pequena luz em meio à escuridão do filme. É incrível como a gente se pega rindo dele imitando Ross, aprendendo a caçar, nadar e voar. Mesmo com as asas pequenas, ele nunca usa isso como motivo para desistir, e sim como estímulo para se dedicar cada vez mais.
É um filme que uma criança de quatro anos vai amar pelas cores e pela animação, mas é no adulto, que na verdade é o público alvo, que o sentimento bate mais forte. Aquele sentimento que todos nós já tivemos em algum momento: o de querer fazer parte. De sentir que, por mais que achem que nosso valor não seja suficiente, um dia essa mesma pessoa vai se arrepender e vai precisar de nós para mudar de vida.
Enfim, é um filme que assisti com meu amor, e mesmo já estando nos nossos 30 anos, demos boas risadas em muitos momentos. Vale muito a pena assistir. Pena que demorei dois anos para dar essa chance a ele. Se você ainda não viu, não perca mais tempo.



Amando e sendo amada ?
Preciso voltar estudar para a prova
Divã da Diva
Nadinha
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