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Querida Julia,

Eu fico pensando em você às vezes. Em como você tinha 32 anos, uma vida organizada, um marido diplomata, uma mudança para Paris e, de repente, uma cozinha que mudou tudo. Não foi na infância, não foi quando todo mundo diz que "tem que ser". Foi na hora certa, que era a sua hora, e só a sua.

Você disse uma vez que foi quando parou de apenas comer e começou a cozinhar que tudo mudou. E eu entendo isso de um jeito que é difícil de explicar. Tem algo muito poderoso em descobrir que você é capaz de criar, de transformar ingredientes em algo que emociona pessoas. Mas acho que o que você realmente descobriu naquela cozinha parisiense não foi só uma técnica ou uma receita. Foi você mesma.



E isso me faz pensar em tantas outras mulheres que fizeram o mesmo, cada uma do seu jeito e no seu tempo. A Palmirinha, por exemplo. Ela que por tanto tempo foi vista como "aquela vovó simpática que cozinha na televisão", como se isso fosse pouco, como se o talento e a dedicação dela coubessem dentro de um estereótipo fácil de engolir. Mas não cabiam. Ela era muito maior do que o espaço que tentaram reservar pra ela, e foi ocupando cada centímetro além disso com uma graça que só ela tinha.

A sociedade tem esse costume estranho de decidir quando a história de alguém acabou. Especialmente a história das mulheres. Casou? Acabou. Teve filho? Acabou. Passou dos 30? Ah, então com certeza acabou. Como se a vida fosse uma janela pequena que se fecha rápido demais e quem não passou por ela a tempo azar o seu. Mas Julia, você provou que essa janela não existe. Ou melhor, que a gente pode simplesmente abrir uma porta quando bem entender.

Tem uma outra mulher que eu penso muito quando penso em você, embora as histórias de vocês sejam completamente diferentes. Carolina Maria de Jesus. Uma mulher que nasceu sem nada, que catava papel pelas ruas de São Paulo e que, toda vez que encontrava um livro no meio do lixo, não via descarte. Via saída. Via um mundo que existia além do que tinham reservado pra ela. Ela escrevia num caderno surrado o que via, o que sentia, o que a sociedade preferia ignorar. E criou uma obra que até hoje sacode quem lê. O reconhecimento veio tarde, veio depois que ela se foi, mas veio. E não pôde mais ser tirado.

O que me inspira em todas vocês não é só a conquista, sabe? É a teimosia bonita de querer mais quando ninguém pedia que você quisesse. De se recusar a ser só o que o mundo tinha planejado. Você podia ter ficado em Paris apenas como a esposa do diplomata, jantando em restaurantes bonitos e vivendo uma vida perfeitamente aceitável. Mas você escolheu o avental, a manteiga, as panelas quentes e o trabalho duro de aprender do zero.

E isso, Julia, é o tipo de coisa que me faz acreditar que a gente escreve o próprio roteiro. Que o futuro não é uma sentença, é uma escolha que a gente faz todo dia, mesmo quando dói, mesmo quando parece tarde demais, mesmo quando ninguém ainda consegue enxergar o que você enxerga em si mesma.
Obrigada por ter cozinhado. Por ter insistido. Por ter mostrado que era possível.

Com carinho e um pouco de fome,
Carol.

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Finalmente tive coragem de trazer esta postagem para cá! Há alguns anos, vi esse formato no YouTube e simplesmente me apaixonei. De algumas semanas para cá, notei que, no mundo dos blogs, algumas pessoas continuam a fazê-lo. E como funciona?

A ideia é que, a cada final de mês, eu traga um resumo dos principais acontecimentos que marcaram os últimos dias. O objetivo é destacar as coisas positivas no meio da correria louca do dia a dia.

Começando pelo conteúdo que consumi no YouTube (todos os que me conhecem sabem que sou apaixonada por essa plataforma):

Renata Celi: O canal da diva é algo por que tenho me apaixonado cada dia mais. Após os acontecimentos recentes na vida dela, é incrível ver como uma pessoa pode se reinventar e entender que é autossuficiente. A jornada de encontrar uma casa nova, vender a antiga e ainda mudar de estado me fez refletir sobre como nunca conhecemos alguém o suficiente e sobre como sempre há tempo para nos reencontrarmos.



Além do Lattes: Um canal que conheci há poucos dias. Apesar da Alice estar em hiato, me ajudou muito a ter uma percepção diferente sobre o mestrado para o qual pretendo me preparar daqui a algum tempo. Mostrou que o processo pode ser simples e que, mesmo para quem teve uma base acadêmica fraca, é algo viável — claro, com esforço.




Snips: Encontrei este canal há cerca de três meses. O que me cativou foi o jeito tranquilo dela e o fato de ser de Natal, cidade onde morei por alguns anos e para onde sempre penso se voltaria ou não (risos). É um canal com uma vibe super cozy e girly (e a guria é inteligente para caramba: passou direto do bacharelado para o doutorado no Canadá, yes, girl!).




Filmes/Séries Assistidas:
O Sabotador - Reality Show - Netflix
Mensagens para Isabelle - Romance - Netflix
Vestida Para Casar - Romace - Netflix
Spider Noir - Ação - Amazon Prime
The Big Bang Theory - Sitcom - HBO (revendo em looping junto com Friends) 


Conteúdo Online Favoritos:
Caça as Bruxas: uma história de terror real - Podcast
É noia minha | Ep. Boatos - Podcast
Donos da Razão | Ep. Dr de dia dos namorados - Podcast
O Clube dos 5 - Podcast (todos publicados no mês)
Divã da Diva - Podcast (todos publicados no mês)

⋆⭒˚.⋆ Bônus: Comecei um curso bem legal de escrita criativa, e nele precisei escrever um conto que me tirasse da zona de conforto, mas foi algo legal que me fez pensar ao terminar Publicidade no final do ano, ja começar com jornalismo, que foi algo que sempre quis fazer também. Em breve trago o conto aqui, esta ainda precisando melhorar mas para o que foi proposto as pessoas curtiram bastante. ⋆⭒˚.⋆

Bom, essa foi uma das ultimas coisas que consumi, teve muito mais na parte de videos no youtube mas vou trazer sempre o que me pegou mais. Como tenho dividido o tempo com o final de semestre da faculdade e o estudo para concurso acabei não assistindo bastante coisa, mas em breve as coisas vão melhorar (piorar é difícil, guys) 
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Atualizado em 13/09/2026 17:03

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