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medianerax

ÚLTIMAS RESENHAS
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Esse mês, digamos que foi um daqueles períodos em que os baixos acabaram aparecendo mais do que os altos. Foi um mês em que trabalhei bastante, me dediquei, corri atrás das minhas responsabilidades, mas, ao mesmo tempo, fiquei com aquela sensação de que poderia ter entregado um pouco mais.

Sabe quando você olha para tudo que fez, reconhece que não ficou parada, mas ainda assim sente que faltou alguma coisa? Foi exatamente essa sensação que carreguei durante boa parte do mês. Talvez seja aquela cobrança interna de sempre querer evoluir, melhorar e fazer melhor do que antes. Às vezes a gente esquece de olhar para o caminho que já percorreu e acaba focando apenas no que acredita que deixou de fazer.

Também foi um mês em que fiquei bastante em casa. Parte disso foi pela questão financeira, afinal, com a grana mais curta, alguns passeios acabam ficando para depois, mas também foi uma escolha minha de tentar manter uma rotina mais focada nos estudos. Eu me propus a estudar todos os dias, criar esse compromisso comigo mesma e construir uma disciplina maior.

Mas vou admitir: nas últimas duas semanas eu falhei bastante nisso.

Tenho enfrentado algumas dificuldades para dormir e isso acabou afetando muito minha concentração e minha disposição. Estudar cansada, com a cabeça cheia e sem conseguir descansar direito, tem sido bem complicado. É aquela situação em que você sabe o que precisa fazer, tem consciência da importância, mas parece que o corpo e a mente não acompanham no mesmo ritmo.

Apesar disso, consegui finalizar o sétimo período da faculdade! Ainda preciso realizar algumas provas essa semana, mas depois disso finalmente vou conseguir respirar um pouco mais tranquila em relação a essa etapa.

E é muito doido pensar nisso, porque está realmente chegando ao fim. Depois de tantos anos, desafios, mudanças e fases diferentes da vida, estou cada vez mais perto de me tornar oficialmente publicitária. Ainda parece estranho escrever isso, mas ao mesmo tempo dá uma sensação enorme de orgulho pensar em tudo que aconteceu até aqui.

Outro ponto do mês foi o Andrade. Meu pequeno continua com o dentinho inchado e, infelizmente, vou precisar levar ao odonto-pet para fazer a remoção, assim como fiz com a outra gatinha. É um gasto que pesa, principalmente em um momento mais apertado financeiramente, mas não existe nada melhor do que ver meus bichinhos bem, sem dor e tendo qualidade de vida.

Quem tem animais sabe que eles deixam de ser apenas animais, né? Eles fazem parte da nossa rotina, da nossa casa e da nossa família. Então, por mais que dê aquele medo do valor e da situação, no final das contas sempre vale a pena cuidar deles.

No começo do mês também teve a formatura do mozão, um momento muito especial. Além de comemorar essa conquista dele, também tivemos a oportunidade de visitar meus sogros depois de mais de um ano.

Como moramos cerca de 3 mil km de distância, esses encontros não são tão simples de acontecer. Envolve planejamento, dinheiro, organização e muita mais. Então poder estar junto novamente foi muito importante para nós.

Durante essa visita aproveitamos para ir à Petrópolis, onde estava acontecendo um evento super legal. Eu estava muito animada porque também tinha planejado visitar alguns museus, mas infelizmente não conseguimos encaixar tudo no roteiro. Fica para uma próxima, porque vontade não faltou.

E falando em Petrópolis, preciso comentar: que mês frio foi esse?!

Eu amo dias mais nublados, aquele clima mais aconchegante, vontade de ficar em casa, assistir alguma coisa e tomar algo quente. Mas a chuva tem um lado bem menos romântico quando você precisa sair para trabalhar.

Para quem depende de estar na rua, a chuva acaba completamente com o dia. É roupa molhada, sapato encharcado, aquele desconforto de chegar em casa toda úmida e com a sensação de que nada seca direito. Claro que tudo seria mais fácil se eu tivesse meu carrinho, né? Uma das metas que ainda quero conquistar, e espero que em breve eu consiga realizar.

Enquanto isso, seguimos na luta.

No meio dessa rotina mais caseira, também consegui assistir alguns filmes e séries:

⋆ The Drama
⋆ The Break Up
⋆ Robô Selvagem
⋆ A Cor Púrpura (o musical)

E finalmente terminei a série Uma Seul Desconhecida, que inclusive pretendo trazer uma resenha aqui no blog porque foi uma experiência bem interessante.

Também voltei a assistir o curso do Shadow e estou pensando em adquirir o da Elly. São estilos de edição que eu ainda não tenho tanto costume de fazer, mas acredito muito que aprender novas técnicas pode elevar bastante o meu trabalho.

Uma coisa que sempre tento lembrar é que criatividade também precisa de construção. Não basta apenas fazer o que já sabemos, precisamos buscar referências, estudar novas possibilidades e sair um pouco da nossa zona de conforto.

Para agosto, tenho algumas provas programadas e também quero reorganizar melhor minha rotina. Uma das decisões que tomei foi desinstalar alguns jogos e voltar a focar de verdade nos estudos.

Eu amo jogar, é algo que me diverte e ajuda a relaxar, mas também sei reconhecer quando alguma coisa começa a ocupar um espaço maior do que deveria. E nesse momento preciso lembrar das metas que estou construindo para o meu futuro.

Nada vem fácil. Nem sempre vamos ter vontade, nem sempre vamos estar no nosso melhor dia, mas ainda assim precisamos continuar caminhando.

Julho não foi um mês perfeito, longe disso. Foi um mês de dúvidas, cansaço e algumas frustrações, mas também foi um mês de conquistas, encontros importantes e aprendizados.

Agora é organizar a cabeça, ajustar a rota e continuar.

Agosto, estou pronta para tentar novamente.

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Como já comentei em alguns posts anteriores, eu sou uma pessoa que naturalmente assiste muito mais séries do que filmes. Mas isso não significa que eu não goste de um bom filme. Na verdade, tenho uma pequena lista de favoritos que revejo pelo menos uma vez por ano. Alguns deles, bem mais do que isso.

O primeiro, sem nenhuma dúvida, é O Código da Vinci. Na verdade, vale para toda a saga do Robert Langdon. Inspirados nos livros do Dan Brown, os filmes acompanham um historiador que vive aventuras que qualquer pessoa apaixonada por história, arte e simbologia sonharia em viver. Tudo envolvendo o papado, sociedades secretas, anjos, símbolos e mistérios. Só este ano acho que assisti O Código da Vinci uma vez por mês.




Outro que entra na minha lista anual é O Amor Não Tira Férias. Chega setembro e eu já começo a pensar nele, mas em dezembro ele vira praticamente obrigatório. A história acompanha duas mulheres decepcionadas com o amor que decidem trocar de casa, e de país, durante as festas de fim de ano. O resto é aquela mistura perfeita de romance, humor e conforto. Eu amo os quatro protagonistas e confesso que sempre bate uma vontade de chorar em algumas cenas.




As animações mereciam um post só para elas, mas algumas nunca saem da minha lista. Irmão Urso, Os Incríveis, Tá Dando Onda e Coraline sempre acabam voltando para a tela. Cada uma me toca de um jeito diferente. Todas me lembram a infância, mas, curiosamente, continuam conversando muito com a Carol adulta.

Outra saga que eu sempre maratono é Jogos Vorazes. Gosto de todos os filmes, mas o penúltimo sempre me prende mais. Muita gente acha ele mais parado por focar na parte política da história, mas justamente por isso é o meu favorito. É uma distopia que, em vários momentos, parece assustadoramente próxima da nossa realidade. Inclusive, fica aqui uma ideia para um futuro post: como as redes sociais, muitas vezes, nos transformam na Capital, consumindo o sofrimento alheio como entretenimento.




E, por último, mas talvez o mais importante de todos, está Medianeras. O filme que deu nome a este blog e que merece uma resenha inteira só para ele. É uma história simples, sobre pessoas comuns vivendo o cotidiano, mas que consegue dizer tanto sobre solidão, conexões e a vida moderna. Eu me vejo nesse filme desde os meus 15 anos e, quinze anos depois, continuo me reconhecendo nele. É uma obra atemporal, memorável e que continua fazendo sentido em diferentes fases da minha vida.




Esses são, provavelmente, os filmes que mais consumi de forma quase obsessiva nos últimos anos. E agora eu quero saber de vocês: qual é aquele filme que vocês conseguem rever infinitas vezes sem enjoar? Me conta aqui nos comentários.

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Eu sou uma pessoa naturalmente mais para baixo. Quase sempre vejo o copo meio vazio antes de enxergar o meio cheio. Não chego a me identificar como niilista, mas confesso que alguns pontos dessa filosofia fazem sentido para mim. O niilismo, de forma bem resumida, questiona se a vida tem um significado ou um propósito absoluto. Eu não acredito que nada faça sentido, mas às vezes compartilho dessa visão mais cética sobre as coisas. Talvez por isso, para me fazer realmente feliz, seja preciso um pouquinho mais de esforço. Ainda assim, percebi que as coisas que me deixam feliz são incrivelmente simples.

A primeira delas é uma Coca-Cola estupidamente gelada. E quando eu digo gelada, é quase congelando mesmo. Quem me conhece sabe que essa era óbvia. Eu sou completamente apaixonada por Coca-Cola e tomar uma bem trincando de gelada melhora meu humor instantaneamente.

Fotografar lugares bonitos também me deixa em paz de um jeito difícil de explicar. Ir para uma praia, dar um mergulho e depois sair andando para registrar detalhes que quase ninguém percebe é uma das minhas formas favoritas de desligar a cabeça. Acho que é um dos poucos momentos em que consigo ficar totalmente presente.

Outra coisa que sempre funciona é colocar MPB ou um bom rock dos anos 90 (aquele de pai divorciado) para tocar enquanto limpo a casa. O problema é que a limpeza vira um show particular. Eu paro várias vezes para cantar a plenos pulmões, o que provavelmente não é a atividade preferida dos meus vizinhos, mas fazer o quê, né?




Ganhar carinho das pessoas que amo também me deixa muito feliz. Eu tenho fama de ser meio bruta e, sinceramente, acho que sou mesmo. Mas meus pais, minha irmã, meu noivo e meus gatinhos têm passe livre para demonstrarem carinho do jeito que quiserem. Pode ser um abraço, um ato de serviço, um cafuné... ou presentes. Tá, esse último eu aceito de qualquer pessoa.

Uma coisa curiosa é como me sentir cheirosa muda completamente meu dia. Acho que isso vem da minha infância. Minha família sempre foi muito vaidosa, mas eu vivia na rua brincando de queimado, vôlei, fazendo balé, capoeira ou qualquer outra coisa que aparecesse. Eu chegava em casa completamente suja e jurava que estava fedendo. Acho que isso virou um pequeno trauma, então hoje dificilmente fico sem um perfume, um hidratante e um óleo corporal.

E, por fim, cozinhar. Meus anos assistindo MasterChef precisavam servir para alguma coisa. Na minha família, comida sempre foi uma forma de demonstrar amor e cuidado, então cozinhar acabou virando isso para mim também. É curioso porque tanto quando estou muito feliz quanto quando estou extremamente irritada, ir para a cozinha me acalma.

No fim das contas, são coisas bem simples. Acho que ganhar na Mega-Sena também me deixaria muito feliz, mas enquanto isso não acontece, vou colecionando essas pequenas alegrias do dia a dia. E, sendo sincera, talvez elas tenham muito mais valor do que eu imaginava.

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Hoje decidi fazer um exercício simples: pensar em cinco coisas pelas quais sou grata. Parece uma tarefa fácil, mas, quando parei para refletir, percebi que passei muito mais tempo pensando no que ainda me falta do que em tudo aquilo que já faz parte da minha vida.

A verdade é que estamos sempre correndo atrás da próxima conquista. A próxima meta, o próximo trabalho, o próximo sonho. E, nessa corrida, acabamos esquecendo de apreciar o caminho que já percorremos.

Minha primeira bênção de hoje foi um copo bem gelado de Nescau. Sei que parece bobo, mas aqueles pequenos minutos de pausa antes de começar o dia foram um conforto que eu nem tinha percebido o quanto valorizava. Às vezes, a felicidade mora justamente nesses pequenos rituais.

A segunda foi conseguir chegar em casa depois de um dia de trabalho sem enfrentar um transporte absurdamente lotado. Quem mora em uma cidade grande sabe que voltar para casa sem aquele estresse já muda completamente o humor. Foi um daqueles dias em que tudo simplesmente fluiu um pouco melhor.

A terceira foi receber algumas mensagens inesperadas sobre o blog. Pessoas dizendo que gostaram da página "Sobre Mim", que se identificaram com os textos ou simplesmente acharam o blog bonito. Pode parecer pouco para quem vê de fora, mas, para mim, que escrevo porque gosto e porque quero registrar um pouco da minha vida, ler essas mensagens aqueceu o coração de um jeito difícil de explicar. É muito bom perceber que aquilo que escrevemos consegue chegar até alguém.

A quarta bênção foi observar o pôr do sol nesses dias mais frios aqui no Rio de Janeiro. A luz fica diferente, o céu ganha outras cores e, por alguns minutos, tudo parece desacelerar. Tenho tentado prestar mais atenção nesses momentos, porque eles passam rápido demais quando estamos sempre olhando para a tela do celular ou pensando na próxima obrigação.

E, por fim, dormir tranquila... ou quase isso. Minha gata faz questão de me acordar todos os dias por volta das quatro da manhã para acompanhar a ilustre refeição dela. Confesso que nem sempre acho graça na hora, mas depois percebo que esse também é um daqueles detalhes da rotina que um dia vou lembrar com carinho. Faz parte da vida dividir a casa com uma pequena diva de quatro patas.

imagem da meliante


No fim das contas, percebi que as maiores bênçãos dificilmente aparecem em grandes acontecimentos. Elas costumam estar escondidas nas coisas mais simples: em uma bebida que gostamos, em uma mensagem inesperada, em um céu bonito no fim da tarde ou até na rotina bagunçada de um bichinho que faz parte da família.

Talvez a gratidão seja justamente isso: aprender a olhar com mais atenção para o presente. Continuar sonhando e correndo atrás dos nossos objetivos é importante, mas não podemos deixar que essa busca nos impeça de enxergar tudo aquilo que já conquistamos. Afinal, muitas das coisas que hoje tratamos como comuns já foram, um dia, exatamente aquilo que tanto desejávamos.




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Quando pensei nesse tema, percebi que a frase da qual mais me arrependo nunca foi dita para outra pessoa, mas para mim mesma. Durante muito tempo repeti silenciosamente que eu não era capaz, que precisava estudar mais, ganhar mais experiência ou esperar a oportunidade certa. O problema é que essa oportunidade nunca chegava, porque eu mesma me escondia dela. Hoje entendo que a pior crítica que recebi na vida foi aquela que eu fazia para mim todos os dias.

A autossabotagem é traiçoeira porque ela não faz você ser menos competente, ela faz você agir como se fosse. Já trabalhei em lugares onde eu era, sem falsa modéstia, uma das pessoas mais preparadas tecnicamente da equipe. Mesmo assim, me encolhia em um canto e deixava profissionais muito mais medianos conduzirem reuniões, venderem ideias e até receberem crédito por projetos que eu havia criado ou estruturado. Na época eu dizia que não ligava para reconhecimento, mas a verdade é que eu não acreditava que tinha autoridade para ocupar aquele espaço.

O mais curioso é que, depois que saí desse ambiente, levaram quase um ano para encontrar alguém que conseguisse entregar um trabalho no mesmo nível. Foi um choque perceber que o problema nunca tinha sido falta de capacidade. O problema era que eu mesma havia passado anos convencida de que não era boa o suficiente. Enquanto eu diminuía minha própria voz, outras pessoas ocupavam esse silêncio com uma confiança que nem sempre era sustentada por competência.




Hoje não posso dizer que me curei completamente desse sentimento. Ainda existem momentos em que essa voz aparece, tentando me convencer de que talvez eu devesse ficar quieta. A diferença é que agora eu aprendi a responder. Se fui contratada como profissional, faço questão de agir como tal. Dou minha opinião técnica, explico meus motivos e deixo claro qual é a minha recomendação. Se alguém preferir seguir outro caminho, é uma escolha, mas também deixo claro que não é o caminho indicado por quem foi contratada justamente pela experiência que construiu.

Acho que meu maior arrependimento não foi ter errado ou perdido oportunidades. Foi ter passado tantos anos acreditando em uma mentira que eu mesma repetia. É estranho perceber que, muitas vezes, a pessoa que mais limita nosso crescimento não é um chefe, um colega ou um concorrente, mas a voz que insiste em dizer que ainda não somos suficientes.




Se eu pudesse voltar no tempo, diria apenas uma coisa para a Carolina de alguns anos atrás: pare de diminuir a sua própria voz. O mundo já vai tentar fazer isso algumas vezes, você não precisa ajudá-lo. Hoje ainda estou aprendendo a silenciar essa frase, mas sempre que ela aparece escolho responder de outra forma. Não com arrogância, mas com a tranquilidade de quem finalmente entendeu que ser capaz e acreditar nisso são coisas completamente diferentes.

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Nossa, o tema de hoje do desafio de 30 dias é um pouquinho complicado para mim.

Quando parei para pensar, a primeira coisa que veio à cabeça foram características físicas. Gosto do meu cabelo, do meu nariz, das minhas unhas, dos meus seios... mas, sinceramente, não queria seguir por esse caminho. Acho que o que mais me orgulho em mim não é algo que aparece no espelho, e sim algo que me trouxe até aqui.

Se existe uma qualidade que reconheço em mim, é a perseverança. Não me considero uma pessoa extremamente ambiciosa, dessas que querem conquistar o mundo a qualquer custo. Mas quando eu tenho um sonho, uma meta ou simplesmente decido que quero alguma coisa, dificilmente desisto. Posso demorar meses ou até anos, mas continuo caminhando até conseguir.

Um exemplo bem recente foi a minha CNH. Para muita gente ela é só um documento, mas para mim representava muito mais do que isso. Como não nasci em berço de ouro, tudo o que conquistei precisou ser planejado e pago com o meu próprio esforço. Foi uma meta que levou tempo, exigiu organização financeira e muita paciência, mas que um dia saiu do papel. Parece uma conquista pequena para quem olha de fora, mas quem precisa batalhar por cada passo entende o peso que ela tem.

Outra realização que me enche de orgulho é a minha graduação. Minha trajetória na faculdade definitivamente não foi uma linha reta. Em 2014 comecei o curso de Comércio Exterior muito mais por pressão familiar do que por vontade própria. Fiz apenas dois semestres e percebi que aquele caminho não fazia sentido para mim.

Anos depois, durante a pandemia, passei em Marketing e estava completamente apaixonada pelo curso. Pela primeira vez eu sentia que tinha encontrado uma área que realmente despertava meu interesse. Só que a vida resolveu mudar os planos novamente. Naquela época eu estava retornando para o Rio de Janeiro e, por causa dessa mudança, precisei trancar a faculdade.

Confesso que, naquele momento, pensei que talvez nunca mais voltasse. A vida adulta costuma ser assim: contas para pagar, trabalho, responsabilidades... e os estudos acabam ficando em segundo plano. Mas esse sempre foi um sonho que eu me recusava a abandonar.

Hoje, quase quatro anos depois de voltar para o Rio, sinto um orgulho enorme de estar caminhando para o último semestre de Publicidade e Propaganda. É curioso pensar que trabalho na área há anos, construí experiência, aprendi muito na prática e desenvolvi minha carreira sem ter o famoso "papelzinho". Agora, finalmente, estou prestes a concluir uma graduação que faz sentido para quem eu sou e para a profissional que me tornei.

Acho que é exatamente isso que mais admiro em mim. Não é a facilidade de conquistar as coisas, porque ela nunca existiu. É a capacidade de continuar tentando, mesmo quando os planos mudam, quando preciso começar de novo ou quando o caminho parece mais longo do que deveria.
Talvez essa seja a maior herança que recebi da minha família: a garra de continuar, mesmo quando seria muito mais fácil desistir.

Então, obrigada, mamis. Acho que uma boa parte dessa força veio de você. 
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Seja sempre a sua própria prioridade

Pois é, acho que no fim das contas a grande regra é essa mesmo e a gente podia até encerrar o post por aqui risos. Mas pensando melhor sobre isso tudo, ao longo da vida a gente vai simplesmente se deixando levar por expectativas alheias, aquele desejo enorme que os pais projetam na gente sobre qual faculdade cursar, onde trabalhar, passar em um concurso específico, ficar perto de casa, não mudar para longe, ou até aquela clássica de vestir o casaco para não pegar gripe em pleno dia de trinta graus. E tudo bem, eu super entendo que durante o nosso crescimento os pais acreditem do fundo do coração que isso é o melhor caminho, até porque é uma estrada que eles já percorreram e só querem poupar a gente de dificuldades, embora eu ache que passar por alguns perrengues seja um passo totalmente necessário para amadurecer de verdade.

Aí a gente chega na vida adulta e vem a fase da faculdade, que costuma dar o pontapé inicial em tudo, e por isso mesmo você não pode escolher um curso só porque amigos ou parentes acham mais bonito, faça o que você realmente quer, mas sem esquecer jamais que o mundo é capitalista e você precisa ganhar dinheiro sim. Aliás, abrindo um parêntese rápido aqui, se eu tivesse dezesseis anos hoje em vez de focar tudo no ENEM eu faria um preparatório para concurso público, porque começar a vida adulta com estabilidade financeira muda absolutamente todas as regras do jogo.




Depois vem o casamento ou o relacionamento sério, onde é essencial lembrar que você continua sendo um indivíduo único, com sonhos e vontades próprias, então nunca deixe a outra pessoa se tornar o centro do seu universo, porque se algo der errado lá na frente recalcular a rota do zero custa muito caro e às vezes a gente já não tem nem tempo nem dinheiro para isso, um recado que vale principalmente para as mulheres, não faça sua vida girar em torno do parceiro, tenha sua profissão, sua renda, seu diploma, amor não enche barriga e se um dia você acordar e perceber que está ao lado de alguém horrível não vai ter medo de ir embora, dependência emocional a gente cura na terapia, mas a dependência financeira leva anos para resolver se você não tiver se preparado.

Por fim, pensando no cenário hipotético de ter filhos, já que não tenho nenhum e nem pretendo ter pelos próximos anos, acredito que o papel é educar da melhor forma possível, apresentar novas realidades, dar todo o amor, mas sempre entendendo que aquele pequeno ser vai crescer, construir a própria história e não vai depender de você para sempre, com contatos que talvez fiquem restritos a algumas vezes por mês, e para não cair numa tristeza profunda quando esse dia chegar você precisa já ser a sua própria prioridade, cultivando uma rotina que vá muito além das outras pessoas e aprendendo a apreciar a beleza da sua própria solitude.

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Oi, tia.

Tem tanta coisa que eu queria te dizer.

A principal delas é que eu não larguei os estudos, como você sempre me pedia. Continuei. Espero que, de alguma forma, isso tenha te dado orgulho, assim como à nossa família.

Também sinto sua falta. A Dani e o Fungão também. Faz tantos anos, né?

Existem perguntas que ficaram presas comigo porque, bem, você não está mais aqui para respondê-las. Por que você não largou o cigarro quando recebeu o diagnóstico? Por que não mudou de vida para ficar mais alguns anos com a gente? Por que nunca voltou para sua terra natal, que você dizia sentir tanta saudade, e preferiu passar a vida inteira cuidando dos filhos dos outros?

Durante muito tempo eu senti raiva. Raiva da forma como você partiu. Raiva por acreditar que você não tinha feito tudo o que podia para continuar aqui com a gente.

Só que crescer também significa enxergar as pessoas além das nossas dores.

Hoje eu entendo um pouco mais da mulher que você foi. Entendo que você carregava uma infância marcada pela pobreza, pelo abuso psicológico e sexual. Entendo que a bebida e o cigarro talvez tenham sido a forma mais fácil que você encontrou para suportar tudo isso enquanto seguia em frente. Você trabalhava como se não existisse amanhã e, olhando agora, já adulta, percebo que talvez realmente não existisse outro caminho que fizesse sentido para você naquele momento.

Você tentou lutar do jeito que conseguiu.

E, pela primeira vez, sinto que consigo perdoar aquele sentimento que carreguei por tantos anos. Perdoar a ideia de que você simplesmente tinha escolhido nos deixar aqui. Ainda existem dias em que esses sentimentos se misturam, entram em conflito e voltam à superfície, mas eles já não ocupam o mesmo espaço de antes.

Hoje, acima de tudo, existe gratidão.

Gratidão por ter me mostrado a beleza da vida sempre que podia. Por me levar à praia. Por ter organizado uma festa de aniversário na escola só para me ver feliz. Por me ensinar como funcionava o jogo do bicho, e também a jogar sueca. Por tantas memórias pequenas que, com o tempo, se tornaram gigantes.

Obrigada por ter me deixado fazer parte da sua vida.

Espero que, onde quer que você esteja, exista paz.

E espero que um dia a gente se encontre de novo.

Eu te amo (e podia te me ensinado o que era pirocoptero, viu?)

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 Calma, não atirem as pedras ainda, eu ja fui uma pessoa que gostava bastante de musica na adolescencia mas hoje eu sempre prefiro escutar um podcast ou uma aula de algo interessante, vez ou outra, limpando a casa me vem algumas musicas para acompanhar e hoje vou falar um pouco do que ainda ouço, sendo a maior parte velharia (realmente, nos tornamos nossas mães ouvindo summer eletrohits enquanto arrumava a casa viu)

Enquanto escrevo esse post Shania Twain me acompanha a base de You're Still The One , e posso começar pelos grandes clássicos americanos, não é bem um classico ja que sao musicas dos anos 90 por aí, Mariah em sua era My All é simplesmente iconica, confesso que ouço em parte pois me lembra minha infancia com minha mae gritando aos quatro cantos as musicas dela, mas hoje realmente consigo apreciar a voz iconica dela. 

Patti Smith, bom essa eu acredito que quem acompanha aqui ja sabe que é simplesmente minha banda/cantora favorita da vida, com seu maior hit Because the night me conquistou e até hoje quando estou feliz ou triste preciso cantar (gritar) aos quatro ventos. 

Ja Paramore eu acabei conhecendo antes do seu estrondo em Crepusculo, quando ainda era uma banda gospel e ja tinha achado o som bem diferente para o nicho mas quando apareceu no filme passei acompanhar de perto o crescimento e eu nao consigo imaginar uma fase ruim deles, mesmo mudando um pouco do rock para o pop continuar no auge e bons.

A voz rouca do Eddie em
Pearl Jam não tem como resisti, uma banda incrível principalmente para ouvir na fossa kk (Black me dilacera por dentro) 

The Smiths
tem uma sonoridade tão unica e diferenciada, um rock puxado para o folk que eu não consigo simplesmente não ouvir.





Legião Urbana: Minha mãe e boa parte da minha familia sempre foi muito apaixonada pela banda, inclusive um fun fact o vocalista Renato Russo faleceu no mesmo dia que nasci, e por pouco meu nome nao foi Renata.

CPM 22, Fresno, NX Zero, Hewie e Hevo 84: Amo todos, hewie foi uma banda que conheci por causa de um crush no ensino médio e sempre adorei a voz da P. e quando descobri que ela tinha um canal no youtube fiquei ainda mais apaixonada, e todas outras eu so sei gritar à plenos pulmoes, me encantam como se fosse a primeira vez que ouço.

Acredito que esses são os principais mas eu não posso deixar de falar que ouço MUITO MPB e Pagode, e sou bem eclética nesse quesito. 
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"
Oiiiê gente! Hoje vim falar sobre Robô Selvagem, a animação que concorreu a três categorias no Oscar... e que filme!

Sinopse: Um robô chamado Roz naufraga em uma ilha desabitada, longe de qualquer humano ou fábrica que possa reconhecê-la ou resgatá-la. Sozinha em um ambiente completamente hostil, ela precisa aprender a se comunicar com os animais selvagens e a entender as regras daquele novo mundo para sobreviver.

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Se você entrou aqui achando que vai encontrar um manual complexo sobre uma mente enigmática, cheia de mistérios e segredos guardados a sete chaves... sinto muito desapontar! A verdade é que meu coração é facilmente subornado por uma lista bem específica, um tanto aleatória e completamente descontraída de coisas. Bora conhecer?

12 patinhas
Não dá para começar essa lista sem falar dos verdadeiros donos da minha rotina e do meu apartamento. Amo meus três gatos com todo o coração, mas precisamos conversar sobre o conceito bem particular que eles têm de "carinho e atenção". É um teste diário de paciência, um misto de ranço com muito amor. Se você me faz rir do caos de ter três mini sabotadores felinos em casa, parabéns, você já me ganhou.

Fotografia
Sabe aquela luz perfeita do fim de tarde, aquele golden hour que transforma qualquer fachada de prédio em poesia? Ou um cenário de tirar o fôlego que parece ter sido pintado à mão? O poder de olhar através de uma lente e eternizar um momento, transformando um segundo comum em memória, me fascina de um jeito quase inexplicável.

Estante
Devorar um livro incrível já é um prazer imenso, mas existe uma sensação que supera qualquer leitura solitária: indicar uma história para alguém e, semanas depois, ver essa pessoa completamente obcecada pelo livro. Ver um amigo lendo minha recomendação, rindo, se emocionando ou mandando áudio desesperado de madrugada comentando a reviravolta do enredo é uma das melhores formas de conexão que existem. É como compartilhar um pedacinho do meu mundo e ver que ele encontrou morada no dia a dia de outra pessoa.

Fofoquinhas
Tenho um ponto fraco gigante por conversas dinâmicas. Daquelas que duram horas, que rendem canecas vazias de café e mudam de rumo a cada cinco minutos sem perder o ritmo. A gente começa falando sobre física quântica ou teoria da conspiração, passa por fofoca histórica, debate o roteiro de uma série e termina trocando receita de bolo ou filosofando sobre o sentido da vida. Amo essa fluidez mental!
E o que deixa qualquer papo ainda melhor é estar perto de gente que corre atrás dos próprios sonhos. Pessoas que falam com os olhos brilhando sobre seus projetos, ambições profissionais, transições de carreira ou hobbies me inspiram demais. Energia boa, focada e ambiciosa contagia qualquer um.

Séries
Pode parecer clichê, mas quem me conhece sabe da paixão que tenho por séries e realities, sejam eles de decoração de casa, desafio no gelo ou força sobre-humana. E aqui tenho um critério bem simples: quanto maior, melhor. Sou fissurada em séries enormes, daquelas que fazem todo mundo virar a cabeça só de ouvir que tem 20 temporadas. Eu já quero maratonar a semana inteira (e foi assim que assisti todos os CSI em um mês).

E é claro que essa lista não para por aqui! 
Ainda tem muita coisa boa guardada para os próximos dias do desafio. 
Até a próxima!
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Estava refletindo recentemente sobre como estou prestes a completar a idade de sucesso. É engraçado como nessa fase muitas coisas parecem de cabeça para baixo, enquanto outras estão extremamente bem encaixadas. Tenho algumas metas a médio e longo prazo, e uma delas é conhecer locais que, de certa forma, têm tudo a ver com quem eu sou ou com quem quero ser.

A Inglaterra é o principal deles. Acredito que seja muito óbvio e claro para quem convive comigo que sou simplesmente apaixonada por One Direction desde o debut deles no X Factor. Acompanhei de perto o programa e, logo em seguida, o estouro que veio com os novos Beatles. Além da banda, é inevitável não citar Harry Potter. Foi um dos primeiros livros que li na infância e tenho um desejo enorme de conhecer o parque e também os locais de gravação, como a Estação de King's Cross e a famosa plataforma 9¾.




O Japão, ou toda a costa sul-asiática, entra na lista pela sua enorme influência em animes, mangás e doramas. É o próximo ponto turístico que tenho muita vontade de ir é o Japão e principalmente pela sua cultura rica, de Tóquio a Fukuoka. E tem uma atração superespecífica que quero conhecer que é o Ghibli Park, uma bela homenagem às obras de Miyazaki.




Trazendo para destinos um pouco mais próximos do Brasil, tenho o Maranhão. É o único estado do Nordeste que ainda não conheci, e o mais bizarro é que é justamente o que sinto mais proximidade pela forma como minha avó, sim, aquela da crônica, sempre apresentava o lugar. Os Lençóis Maranhenses parecem um local superlindo e único para vivenciar.




Também quero muito conhecer Santa Catarina. Nunca fui ao Sul do Brasil e SC seria a minha porta de entrada. Não para conhecer a Dubai brasileira, isso acaba não me chamando a atenção, mas para poder finalmente conhecer face to face a minha amiga Pam e o seu novo baby. Fora que tudo o que ela me mostra do seu estado parece ser superbelo, calmo e pacífico, ou talvez seja só a forma dela ver o mundo que me encanta.




E, por último, quero demais conhecer o Peru. Um lugar com tanta ancestralidade, história rica, comida superdeliciosa e pessoas calorosas como nós. Machu Picchu seria a primeira parada, mas também adoraria ver as lhamas de Cusco, que, apesar de cuspidoras, são extremamente bonitas e simpáticas.




Esse é um breve relato de destinos incríveis que sei que em breve vou conhecer. Tem muitos, muitos outros que entrariam nessa mini-lista, mas, em um top 5, com toda certeza seriam esses. 
E Viena, eu não esqueci de ti!

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No dia de hoje eu queria falar sobre inspiração. E, curiosamente, sempre que penso nessa palavra, a primeira imagem que me vem à cabeça é a de um caderno em branco. Para muita gente ele é apenas papel, mas para mim representa possibilidades infinitas. Cada página vazia pode se transformar em uma história, uma lembrança, um sonho ou até mesmo em uma nova versão de quem somos. Vou tentar organizar as ideias para não me perder pelo caminho.

O título do post de hoje é sobre a minha mãe.

A vida dela foi marcada por muitos altos e baixos. Engravidou muito nova, assumiu responsabilidades que talvez ninguém devesse carregar tão cedo e foi para a luta para dar o melhor para as filhas. Sei que ela falhou em muitas coisas como qualquer pessoa falha , mas nunca consegui duvidar de que, na maior parte do tempo, ela estava tentando acertar.

Mesmo quando parecia não existir saída, ela sempre encontrava uma maneira de seguir em frente. Fazia de tudo para que nada faltasse para mim. Às vezes faltava, é verdade, mas eu sempre via o esforço dela para mudar aquela realidade. E isso ficou marcado.

Hoje, depois de tantos anos de luta, é bonito ver ela vivendo uma fase diferente. Voltou a se amar, a cuidar de si mesma, conquistou a tranquilidade financeira para fazer coisas que gosta, como ir à academia, pescar e viajar. Ver alguém florescer depois de tantos anos sobrevivendo é uma das coisas mais inspiradoras que existem.

Meu parceiro de vida também merece um espaço neste texto.

Ele teve uma infância confortável e poderia ter seguido um caminho previsível. Mas, quando precisou colocar a própria vida à prova, abriu mão de muitas certezas para buscar algo que fazia mais sentido para ele do que status social.

Recomeçou praticamente do zero, sem a estrutura que tinha antes. Mesmo assim, conquistou um bom concurso público, concluiu sua pós-graduação e continua sonhando com objetivos ainda maiores. A coragem de recomeçar sempre me inspira, principalmente quando vejo isso tão de perto.

Mas minha inspiração não vem apenas das pessoas.

Existe uma inspiração que nunca me abandona: a capacidade que as histórias têm de transformar quem as lê. Um livro é apenas papel e tinta, mas também pode ser abrigo, companhia e coragem. Sempre que termino uma leitura e fecho a última página, sinto que deixo de ser exatamente a mesma pessoa que começou a primeira. É por isso que continuo lendo. Não apenas para conhecer novas histórias, mas para descobrir novas versões de mim mesma.

Entre essas histórias, existe um autor que ocupa um lugar muito especial: Carlos Ruiz Zafón. 

Conheci sua obra ainda na adolescência. Naquela época eu já lia sagas como Percy Jackson e Harry Potter, mas foi com O Cemitério dos Livros Esquecidos que passei a enxergar os livros de outra maneira. Eles deixaram de ser apenas entretenimento e passaram a representar memória, resistência e algo que merece ser protegido.

Vivemos em um mundo onde, tantas vezes, governantes tentam apagar a história, censurar ideias e silenciar grandes pensadores. Talvez por isso a obra de Zafón tenha me marcado tanto.

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Também me inspira o fato de que, mesmo após alcançar um sucesso mundial, ele deixou expressamente proibida qualquer adaptação de seus livros para o cinema ou a televisão. Para ele, sua obra era feita para ser lida, não assistida. Em um mundo onde quase tudo pode ser transformado em produto, essa decisão me parece um ato raro de fidelidade à própria arte.

Talvez seja por isso que pessoas que escrevem também me inspirem tanto.
Escrever, para mim, é acreditar que alguém, em algum lugar, vai encontrar um pedaço de si nas palavras de um desconhecido. É uma tentativa silenciosa de dizer: "você não está sozinho". Gosto de pensar que as palavras são capazes de construir pontes entre pessoas que talvez nunca se encontrem, mas que, por alguns instantes, compartilham o mesmo sentimento.

Na música, uma das minhas maiores inspirações é Patti Smith.

Ela conseguiu unir a poesia de artistas como Bob Dylan e Lou Reed à energia do punk que estava surgindo em Nova York. Depois ainda absorveu influências de Bruce Springsteen, se tornando uma ponte entre diferentes gerações da música.

Mas não é apenas pela importância histórica que ela me inspira. É pela coragem de criar algo que ninguém mais fazia. Suas músicas conseguem ser intensas, delicadas, caóticas e poéticas ao mesmo tempo. Dá para perceber sua influência em boa parte do rock alternativo que surgiu nas décadas seguintes, e isso mostra como a arte de uma única pessoa pode atravessar gerações.

Ouça minha musica fav


E, por último, existem aquelas pequenas coisas que arrancam um suspiro sem fazer esforço algum.
Meu gato dormindo ao sol.

- A luz da tarde desenhando sombras bonitas na praça.
- Um beija-flor aparecendo na janela à procura de água.
- Até mesmo as abelhas, que definitivamente não são minhas melhores amigas, me encantam enquanto visitam uma flor de cada vez e ajudam, silenciosamente, a manter a vida acontecendo.



No fim das contas, percebo que um pouco de tudo me inspira.

Pessoas que resistem. Livros que transformam. Músicas que atravessam o tempo. Histórias de recomeço. Animais vivendo sua rotina. A natureza fazendo seu trabalho sem pedir reconhecimento.

Talvez inspiração seja justamente isso: aprender a olhar para o mundo com atenção suficiente para perceber que sempre existe alguma beleza esperando para ser encontrada.
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Quem me conhece sabe... que eu sou uma pessoa extremamente surtada, para dizer o mínimo. Não sei se é por estar chegando aos 30, mas cada dia mais tem coisas pequenas que me tiram do sério, e eu não tenho mais paciência nenhuma, felizmente.

Ontem eu estava indo para o trabalho, o BRT estava bem vazio, mas chegou uma pessoa e achou de bom tom sair empurrando TODO MUNDO para passar no corredor — que, de novo, estava vazio. Era só fazer como todo mundo faz: tira a bolsa, passa, coloca a bolsa de volta. Isso me deixa extremamente irritada, ou seja, meu dia já acabou às 7h20 da manhã.

Outro ponto do dia a dia que me tira do sério, além do transporte público, é a gritaria alheia. Tudo bem que você está falando de um assunto que gosta, mas tem gente que só sabe falar em berranês. Não sei como vocês se acostumaram com isso é extremamente feio, principalmente no trabalho ou em ambiente acadêmico. Guarde esse lado só para os parentes; pode não parecer, mas isso acaba minando suas oportunidades, porque as pessoas passam a te ver como alguém desequilibrado.

E tem outras coisas mais leves que também me irritam, tipo:

  • Meu gato enlouquecido às 5h da manhã, atrapalhando meu sono
  • Ir dormir com o celular no carregador e acordar com ele em 5%
  • E o pior de todos: querer espirrar e não conseguir. É horrível, kk

Mas ultimamente tenho usado a regra dos 5 minutos: se eu não vou resolver aquele "problema" nesse tempo, não vou ficar me matando pensando nele.

A idade vai chegando e focar em coisas pequenas acaba sendo perda de tempo mais fácil ir assistir uma aula de comunicação social. Mas é isso, provavelmente esqueci de alguns pontos mas esses são os micro surtos diário. 




        Obrigada a quem leu até aqui.
        Até amanhã.

        XoXo
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Tia Ilma & Vózinha

Eu tinha uns 8 ou 9 anos. Minha vó Iris, essa mulher que eu conhecia mais pelo cheiro do que pelas histórias, estava comigo em casa. Ela veio de longe, lá do interior do Maranhão, trazendo só uma filha na bagagem. Os outros dois filhos ficaram pelo caminho da vida, e o contato se perdeu como perfume no ar.

E falando em perfume: vozinha cheirava a Derby vermelho misturado com Avon Sweet Honesty. Uma combinação só dela. E tinha aquela unha em formato de gancho, sempre pintada de vermelho rebu com uma pitada de maçã do amor.

Naquele dia eu tinha voltado do colégio de freira (assunto para outra hora). Começou a chover. Fui fechar as janelas. E então, paft, a luz caiu.

Foi aí que vovó Iris decidiu que aquela era a noite perfeita para contar um segredo.

— Carol, ela disse, com a voz baixinha de quem vai contar algo proibido, eu era uma menina jovem, bonita como você. E minha mãe sempre me disse: fica longe daquela vizinha.

Eu não entendi nada. Mas fiquei quietinha, esperando.

— Até que, numa noite, dona Cleuza bateu na minha porta pedindo ajuda. Disse que tinha algo estranho na casa dela. Quando fui ver e lá estava um rato gigante, enorme, um bicho de arrepiar. Corremos atrás dele, quebramos duas vassouras, mas conseguimos expulsar o intruso.

Depois de toda aquela confusão, dona Cleuza foi até a cozinha. E não voltou.

— Fiquei preocupada — continuou vovó — fui atrás dela. E foi aí que vi: metade cavalo, metade fogo. Uma coisa que não cabia em nenhuma palavra que eu conhecesse. Fiquei ali, muda, enquanto o tempo esticava como chiclete. E então aquela criatura saiu correndo, porta afora, rumo à noite.

Minha vó parou. Os olhos foram ficando distantes, como se ela estivesse ali, décadas atrás, revivendo cada segundo.

— Corri atrás dela. Entrei no mato escuro da vila sem pensar duas vezes. Não sabia o que era aquele ser, só sabia que precisava entender. Será que o bicho comeu Cleuza? Será que ela fugiu por outra porta? Mil perguntas, nenhuma resposta, só as pernas correndo sozinhas.

— A criatura parou numa clareira. Se virou. E eu virei também na direção contrária! Corri pra casa, me tranquei no quarto e chorei um bom tempo.

Foi a mãe dela (minha bisa) quem completou a história depois.

Cleuza tinha só 16 anos e tinha se apaixonado por seu Cícero, o padre novo que chegara na cidade fazia pouco tempo. A família toda vibrava vendo a menina correr pra igreja toda quinta e domingo sem saber que era o coração, não a fé, que a levava até lá.

Numa quinta-feira de verão, ao sair do quarto, Cleuza virou aquela forma animalesca. E saiu correndo por sete cidades, deixando um rastro de sangue de tudo que cruzava seu caminho. Já fazia três meses que aquilo acontecia, sempre que a paixão proibida por um padre voltava a bater forte. Só havia um jeito de quebrar o feitiço: Cícero precisava enfrentá-la, cara a cara, na forma de fera. Mas ele tinha medo. E, de um jeito totalmente errado, também gostava dela e não queria machucar.

Vovó Iris voltou o olhar para mim, como quem acorda de um sonho.

— Cleuza viveu só até os 17 anos. Não aguentou mais aquela vida. Às vezes penso que eu podia ter ajudado, de alguma forma não sei bem qual. Mas o medo falou mais alto. Espero que, onde quer que ela esteja agora, tenha finalmente encontrado seu amor de verdade.

— E Cícero?

— Deixou de ser padre. A culpa foi maior que a batina.





Obrigada para quem leu até esse ponto, esse é o tema 02: Algo que te contaram e você nunca esqueceu,  do desafio de 30 post em 30 dias. 

Amanhã volto com mais e espero que goste desse breve relato, in memoriam. 
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Nasci numa sexta.

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Atualizado em 13/09/2026 17:03

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