Uma lição que aprendi ao longo dos anos
Seja sempre a sua própria prioridade
Pois é, acho que no fim das contas a grande regra é essa mesmo e a gente podia até encerrar o post por aqui risos. Mas pensando melhor sobre isso tudo, ao longo da vida a gente vai simplesmente se deixando levar por expectativas alheias, aquele desejo enorme que os pais projetam na gente sobre qual faculdade cursar, onde trabalhar, passar em um concurso específico, ficar perto de casa, não mudar para longe, ou até aquela clássica de vestir o casaco para não pegar gripe em pleno dia de trinta graus. E tudo bem, eu super entendo que durante o nosso crescimento os pais acreditem do fundo do coração que isso é o melhor caminho, até porque é uma estrada que eles já percorreram e só querem poupar a gente de dificuldades, embora eu ache que passar por alguns perrengues seja um passo totalmente necessário para amadurecer de verdade.
Aí a gente chega na vida adulta e vem a fase da faculdade, que costuma dar o pontapé inicial em tudo, e por isso mesmo você não pode escolher um curso só porque amigos ou parentes acham mais bonito, faça o que você realmente quer, mas sem esquecer jamais que o mundo é capitalista e você precisa ganhar dinheiro sim. Aliás, abrindo um parêntese rápido aqui, se eu tivesse dezesseis anos hoje em vez de focar tudo no ENEM eu faria um preparatório para concurso público, porque começar a vida adulta com estabilidade financeira muda absolutamente todas as regras do jogo.
Depois vem o casamento ou o relacionamento sério, onde é essencial lembrar que você continua sendo um indivíduo único, com sonhos e vontades próprias, então nunca deixe a outra pessoa se tornar o centro do seu universo, porque se algo der errado lá na frente recalcular a rota do zero custa muito caro e às vezes a gente já não tem nem tempo nem dinheiro para isso, um recado que vale principalmente para as mulheres, não faça sua vida girar em torno do parceiro, tenha sua profissão, sua renda, seu diploma, amor não enche barriga e se um dia você acordar e perceber que está ao lado de alguém horrível não vai ter medo de ir embora, dependência emocional a gente cura na terapia, mas a dependência financeira leva anos para resolver se você não tiver se preparado.
Por fim, pensando no cenário hipotético de ter filhos, já que não tenho nenhum e nem pretendo ter pelos próximos anos, acredito que o papel é educar da melhor forma possível, apresentar novas realidades, dar todo o amor, mas sempre entendendo que aquele pequeno ser vai crescer, construir a própria história e não vai depender de você para sempre, com contatos que talvez fiquem restritos a algumas vezes por mês, e para não cair numa tristeza profunda quando esse dia chegar você precisa já ser a sua própria prioridade, cultivando uma rotina que vá muito além das outras pessoas e aprendendo a apreciar a beleza da sua própria solitude.
Por hoje é isso pessoal, ja chegamos no 9/30 do desafio, yeeeep.
Até a próxima.

Amando e sendo amada ?
Preciso voltar estudar para a prova
Divã da Diva
Nadinha
Friends, temp 3
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