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 Oi, amigos dessa blogosfera! 

Faz uns dias que eu sumi daqui. Estava em semana de provas, então precisei dar uma pequena pausa, mas decidi voltar com o projeto 30 Dias Escrevendo, e o tema de hoje é um pouquinho complexo: descreva o seu primeiro amor.

Meu primeiro amor deve ter sido, provavelmente, algum ator de Malhação. Lembro que eu e mais um milhão de meninas éramos apaixonadas pelo Mau Mau, personagem do Cauã Reymond. Também teve o Miguel, de RBD, por quem eu era simplesmente apaixonada. Inclusive, olhando agora, parece que existia um padrão aí, hein? kkkkk

Mas, saindo da televisão e indo para a vida real, acho que o Matheus foi minha primeira paixonite de infância. Éramos vizinhos quando tínhamos uns seis anos, estudávamos na mesma sala e fazíamos praticamente tudo juntos, então foi natural criar uma afinidade maior. Não diria que era aquele amor que a gente entende depois de adulto, até porque éramos duas crianças, mas existia, sim, um amor infantil, inocente e muito fraternal. Estudamos juntos por uns quatro anos e seguimos nessa rotina de melhores amigos até minha mãe se mudar para outro bairro. Foi um fim trágico para a pequena eu, admito kkkkk.

Depois disso ainda tivemos contato algumas vezes e sempre ríamos lembrando que nossas mães viviam dizendo que a gente ia se casar quando crescesse. No fim das contas, até casamos mesmo... só que cada um com seu respectivo parceiro 

E acho que, pensando hoje, a parte mais bonita dessa história é perceber que meu primeiro amor não foi exatamente romântico. Foi o amor por alguém que, durante alguns anos, ocupou o lugar do irmão que eu nunca tive. Às vezes sinto falta não necessariamente dele, mas daquele sentimento e daqueles momentos. Da simplicidade de ter seis anos, encontrar seu melhor amigo todos os dias e achar que aquilo duraria para sempre.


Eu olhando para a direita e M ajoelhado na esquerda



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Bom, por onde começar? Já faz algum tempo que venho pensando no que fazer depois de terminar a faculdade de Publicidade e, finalmente, posso dizer: uhuul, estou no último semestre! Uma das possibilidades que comecei a considerar foi fazer uma graduação complementar em Jornalismo, tanto para aprender uma área nova quanto para ampliar minhas opções em futuros concursos. Por causa disso, desde 2025 venho consumindo um pouco mais desse mundinho jornalístico e, em algum momento, assisti a um vídeo de uma repórter falando sobre como jornalistas lidam o tempo todo com a escrita. No auge da minha ignorância, pensei: “Puts, aí é fácil, né? É só escrever”. Eu não poderia estar mais enganada, obviamente.

Foi então que comecei a fazer alguns cursos de escrita e descobri que escrever bem é muito diferente de simplesmente saber escrever. Inclusive, a Domestika tem cursos ótimos para quem quer se aprimorar nessa área. Em um deles surgiu uma proposta de escrita criativa que acabou combinando com um curso de Escrita Criativa que eu também fazia pelo Senac e resolvi, finalmente, parar de procrastinar e colocar alguma coisa no papel. Minha primeira ideia era escrever reportagens sobre assuntos do momento ou até criar uma espécie de jornal online, ideia que ainda não descartei completamente. Só que, no meio disso tudo, pensei que sou uma leitora assídua e que, entre praticamente tudo que leio, existe justamente um gênero que nunca foi muito a minha praia: romance. Naturalmente, minha brilhante conclusão foi que eu deveria escrever exatamente aquilo que eu menos costumo ler. Faz sentido? Talvez não, mas foi assim que esse meu pequeno “filho” nasceu.

No momento não tenho nenhuma expectativa de vender ou fazer grandes coisas com ele. A ideia é colocar aqui no blog para quem quiser ler e também deixar registrado para que a eu do futuro possa voltar e pensar: “Olha só, pelo menos você começou”. E preciso dizer que escrever romance foi muito mais difícil do que eu imaginava. Como não estou acostumada com o gênero, precisei entender como desenvolver a relação entre os personagens sem simplesmente jogar duas pessoas na mesma cena e decidir que agora elas estão apaixonadas. No fim, fiz o famoso arroz com feijão e espero que tenha ficado bem feito. Se não estiver no nível de um grande romance da literatura, pelo menos acredito que esteja tão divertido quanto as fanfics que eu lia no Wattpad em 2010, e considerando o tanto que aquelas histórias me prendiam, considero isso um elogio. Leia a sinopse abaixo:



LEIA A OBRA - clique aqui !



Marina não sabe tirar férias.

Aos 29 anos, acostumada a medir a vida em prazos, artigos, reuniões e próximas conquistas, passar duas semanas em Pipa deveria ser simples: descansar, aproveitar a praia e, principalmente, tentar não abrir o notebook. O último item se mostra consideravelmente mais difícil que os outros.

Então ela conhece Caio que é inconvenientemente observador, parece ter uma opinião sobre a incapacidade dela de ficar parada e surge com frequência demais para alguém que Marina definitivamente não pretende incluir nos planos das férias. Entre encontros inesperados, cafés, dias que começam sem destino e uma pousada que aos poucos parece familiar demais, Pipa começa a mexer em coisas que Marina preferia manter perfeitamente organizadas.

Porque duas semanas podem parecer pouco tempo.
Mas, quando a maré muda, às vezes é tempo suficiente para bagunçar tudo.


LEIA A OBRA - clique aqui !


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Eu sempre fui muito dessas pessoas que terminam um filme e ficam pensando nele por horas. Às vezes penso na história, às vezes em algum personagem específico e, em alguns casos, fico pensando em como aquela situação seria se acontecesse comigo. Acho que é justamente aí que entra uma das coisas que mais gosto no cinema: ele consegue colocar diante da gente situações que talvez nunca tenhamos vivido, mas que, de alguma forma, nos fazem refletir sobre a nossa própria vida.

Eu acredito muito na capacidade terapêutica do cinema. Se antes as pessoas se reuniam ao redor de uma fogueira para contar histórias, hoje fazemos praticamente a mesma coisa, só que empoleirados no sofá, com uma televisão enorme na nossa frente e, provavelmente, um balde de pipoca do lado. A diferença é que agora temos atores, diretores, roteiristas e histórias vindas dos mais diferentes lugares para nos fazer companhia.

E foi pensando nisso que resolvi falar sobre relacionamentos abusivos através de alguns filmes. Não porque cinema tenha resposta para tudo, muito menos porque um filme vá ensinar alguém a reconhecer uma relação abusiva, mas porque algumas histórias conseguem mostrar coisas que, quando estamos dentro de uma situação, podem ser muito difíceis de enxergar.

Porque relacionamento abusivo nem sempre começa com uma agressão. Às vezes começa com um "não gosto daquele seu amigo", passa para um "você não precisa sair sem mim", depois vira "se você realmente me amasse, não faria isso". Quando percebemos, estamos justificando comportamentos que, olhando de fora, parecem completamente absurdos.

E eu acho que esse é um dos pontos mais assustadores: quem está dentro da situação nem sempre percebe quando a linha foi ultrapassada.

Por isso, antes de entrar nos filmes, já deixo aqui um aviso que considero importante: o primeiro sinal de abuso merece atenção. Não é preciso esperar uma agressão física, uma ameaça ou uma situação extrema para entender que alguma coisa está errada.

Se você consegue sair com segurança, saia. Se naquele momento você não consegue, principalmente por questões financeiras, dependência ou falta de uma rede de apoio, comece a se preparar. Guarde dinheiro, organize seus documentos, converse com alguém de confiança e construa, aos poucos, uma possibilidade de saída.

Não estou dizendo isso como se fosse simples. Aliás, acho que uma das maiores injustiças quando falamos sobre relacionamentos abusivos é olhar para alguém que está sofrendo e simplesmente dizer: "é só terminar". Se fosse tão fácil, provavelmente ninguém permaneceria em uma situação assim.

Agora vamos aos filmes.

O Drama 


Um casal feliz e recém-noivado é colocado à prova quando uma revelação inesperada faz com que a semana do casamento saia completamente dos trilhos.

O Drama acompanha os dias que antecedem o casamento de Charlie, interpretado por Robert Pattinson, e Emma, vivida por Zendaya. Eles parecem aquele casal moderno, apaixonado e levemente desesperado com a quantidade de coisas que precisam resolver antes do casamento. E sinceramente? Só de pensar em organizar uma festa desse tamanho eu já estaria querendo fugir pela janela.

Durante uma degustação para escolher comidas e bebidas para a cerimônia, junto de um casal de amigos, surge uma pergunta aparentemente inocente: qual foi a pior coisa que vocês já fizeram?

Os quatro respondem. Só que a resposta de Emma muda completamente o clima da conversa.

A partir daí, aquilo que parecia ser apenas mais uma história sobre um casal apaixonado começa a ganhar outras camadas. E gosto bastante desse tipo de história porque ela mexe com uma coisa muito básica das nossas relações: quanto realmente conhecemos alguém?

Às vezes convivemos anos com uma pessoa e ainda existem partes dela que desconhecemos completamente. E não estou falando necessariamente de grandes segredos. Pode ser a maneira como ela reage quando é contrariada, como trata outras pessoas ou como lida com situações em que não consegue controlar o que está acontecendo.

Talvez por isso O Drama funcione tão bem como ponto de partida para esse assunto. Nem sempre o problema está estampado na testa de alguém. Algumas coisas só aparecem quando a pessoa é colocada diante de uma situação que foge do seu controle.



É Assim Que Acaba


Aqui já entramos em um território bem mais doloroso.

É Assim Que Acaba é muito mais do que uma história de romance. É uma história sobre ciclos, traumas de infância e, principalmente, sobre a dificuldade de reconhecer quando uma relação que deveria ser amorosa começa a se tornar perigosa.

A trama acompanha Lily, interpretada por Blake Lively, enquanto sua vida adulta começa a se misturar com lembranças da infância. Nos flashbacks, conhecemos o relacionamento abusivo de seus pais e também Atlas, seu primeiro amor.

Quando Lily conhece Ryle, interpretado por Justin Baldoni, tudo parece caminhar para aquela história de romance que a gente já conhece. Existe química, existe paixão e existe aquela sensação de que finalmente encontramos alguém especial.

Só que, aos poucos, aparecem comportamentos que não podem ser ignorados.

E talvez essa seja a parte que mais me incomoda nesse tipo de história. Quando assistimos de fora, é muito fácil pensar: "Meu Deus, por que ela ainda está com ele?". Mas a personagem não está vendo apenas o pior daquele homem. Ela também se lembra de quem ele era nos momentos bons, das coisas que viveram juntos, dos pedidos de desculpa e das promessas de que aquilo nunca mais vai acontecer.

É muito fácil julgar uma pessoa quando estamos sentados confortavelmente no sofá, comendo pipoca e sabendo exatamente tudo o que está acontecendo. Na vida real, infelizmente, ninguém recebe o roteiro antecipadamente.

O filme também mostra como os nossos próprios traumas podem influenciar aquilo que aceitamos em um relacionamento. Lily cresceu vendo a mãe sofrer violência e, mesmo assim, precisa enfrentar a própria dificuldade de reconhecer que está repetindo um ciclo.

E acho que esse é um dos pontos mais importantes da história: amar alguém não significa ser obrigado a suportar aquilo que essa pessoa faz com você.




Garota Exemplar


No dia do seu aniversário de casamento, Amy Dunne, interpretada por Rosamund Pike, desaparece. Tudo indica que ela pode ter sido sequestrada e, conforme a investigação avança, o principal suspeito passa a ser seu marido, Nick Dunne, vivido por Ben Affleck.

A partir daí, temos um verdadeiro jogo de gato e rato.

A direção de David Fincher, combinada ao roteiro de Gillian Flynn, autora do livro que deu origem ao filme, transforma a história em um suspense cheio de reviravoltas. A narrativa alterna entre o presente e os acontecimentos do passado, mostrando diferentes versões daquele casamento e fazendo o espectador questionar praticamente tudo.

E aqui temos uma diferença importante em relação aos outros filmes da lista: em Garota Exemplar, a mulher também pode ocupar o papel de abusadora.

Amy é uma personagem extremamente manipuladora. Ela controla situações, pessoas e narrativas para conseguir aquilo que deseja. E isso é importante porque, quando falamos de relacionamentos abusivos, existe uma tendência de imaginar automaticamente o homem como agressor e a mulher como vítima.

Só que abuso não funciona dessa maneira.

Mulheres também podem controlar, manipular, ameaçar, humilhar e exercer violência psicológica ou física. E acho interessante que o cinema também mostre esse lado, porque reconhecer que isso existe não diminui em nada a importância de discutir a violência contra as mulheres.

Aliás, *Garota Exemplar* talvez seja um dos melhores exemplos de como uma relação pode se tornar um verdadeiro jogo psicológico. E, nesse caso, eu definitivamente não recomendaria ninguém tentar copiar as estratégias da Amy. Pelo bem da humanidade e dos nossos boletins de ocorrência.



A Cor Púrpura


Na versão de 2023, adaptada do musical da Broadway, acompanhamos Celie, interpretada por Fantasia Barrino, uma mulher que passa boa parte da vida enfrentando situações de violência e abuso.

Celie é abusada pelo próprio pai, engravida e é afastada dos filhos. Depois, é entregue para viver com Mister, interpretado por Colman Domingo, em uma relação marcada por violência, controle e humilhação.

Sua principal ligação afetiva é com a irmã Nettie, mas as duas acabam separadas depois que Nettie também sofre uma situação de violência e é expulsa de casa.

A história é pesada. Muito pesada, na verdade. Mas existe algo interessante nessa versão de A Cor Púrpura: entre músicas, dança e momentos de leveza, acompanhamos uma mulher tentando descobrir quem ela é depois de passar tanto tempo sendo tratada como se não fosse ninguém.

E acho que isso é algo que muitas histórias sobre violência esquecem de mostrar. A vítima não é apenas a violência que sofreu.

Existe uma pessoa ali. Com sonhos, desejos, vontades, personalidade e uma vida inteira que pode continuar depois daquele relacionamento.

É uma coisa que parece óbvia quando escrevemos, mas que nem sempre é lembrada quando falamos sobre violência doméstica.



E quando a mulher é a abusadora?


Eu não queria falar sobre relacionamentos abusivos sem tocar nesse assunto, porque também acho importante não transformar a discussão em uma espécie de "homens fazem, mulheres sofrem".

Não é tão simples assim.

Garota Exemplar é um ótimo exemplo de personagem feminina abusiva e manipuladora, mas existem outras histórias que também brincam com essa inversão de papéis.

Atração Fatal, por exemplo, apresenta Alex, interpretada por Glenn Close, que passa a perseguir e ameaçar o homem com quem se envolveu. É um filme interessante justamente porque mostra como uma relação pode sair completamente do controle e como obsessão e manipulação não são características exclusivamente masculinas.

E, embora não seja exatamente uma história sobre relacionamento amoroso, A Órfã também traz uma personagem feminina que manipula as pessoas ao seu redor e constrói uma identidade para conseguir o que quer.

Talvez seja importante falar disso porque, no fim das contas, abuso não tem um único rosto.

Pode ser homem. Pode ser mulher. Pode acontecer em um namoro, casamento, amizade ou até dentro da família.

O que torna uma relação abusiva não é o gênero de quem está nela, mas o comportamento.

Mas como saber quando passou do limite?


Essa talvez seja a parte mais difícil.

Porque ninguém começa um relacionamento pensando: "hoje vou escolher uma pessoa abusiva para fazer parte da minha vida". Se fosse assim, seria muito mais fácil.

O problema é que os sinais podem aparecer aos poucos.

É a pessoa que quer saber onde você está o tempo inteiro. Que escolhe suas roupas. Que não gosta dos seus amigos. Que transforma qualquer conversa em uma discussão. Que faz você se sentir culpado por tudo. Que pede desculpas e depois repete o mesmo comportamento. Que diz que está fazendo aquilo porque ama você.

E talvez a frase que mais precise ser repetida seja essa:

  1. Controle não é cuidado.
  2. Ciúme não é prova de amor.
  3. Humilhação não é sinceridade.
  4. Medo não deveria fazer parte de um relacionamento.
  5. E você não precisa esperar a situação ficar insuportável para levar esses sinais a sério.

Se você está percebendo que alguma coisa está errada, converse com alguém. Não se isole. Se for possível sair, saia. Se não for, comece a construir sua independência. Ter uma reserva financeira, documentos organizados e uma rede de pessoas em quem você confia pode parecer pouco, mas pode fazer uma diferença enorme quando chegar a hora de tomar uma decisão.

E aqui entra uma coisa que considero muito importante: você não precisa ter certeza absoluta de que "é abusivo o suficiente" para pedir ajuda.

Se alguma coisa está fazendo você se sentir inseguro, diminuído ou com medo, isso já merece atenção.

No fim, talvez seja por isso que eu goste tanto de filmes. Eles nos permitem observar histórias que não são nossas e, de vez em quando, reconhecer alguma coisa nelas.

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Acho que esse é oficialmente o post mais difícil até agora. Não sei vocês, mas eu tenho um branco enorme quando alguém pede para falar sobre mim. Agora imagina lembrar de 30 fatos? Kkk. Enfim, vamos nessa!

1- Sou libriana
2- Sou Carioca da GEMA (o que caracteriza isso: ter pais que tb nasceram na capital)
3- Ja tive mais de 40 gatos na vida
4- Meu pé é enorme! 
5- Sempre tive vergonha do meu sorriso 
6- Alisei o cabelo por 10 anos
7- Ja ganhei na mega (ok, foi um prêmio pequeno, mas venci kk ) e no Jogo do Bicho 
8- Trabalho com comunicação há mais de 8 anos
9- Queria ser freira (inclusive tem post aqui falando mais)
10- Sou extremamente tagarela
11- Sempre quis ter uma cobra mas fico triste pensando em deixar presa entao desisti.
12- Ja cursei Comercio Exterior e Marketing (e nao finalizei nenhum)
13- Tenho 29 anos.
14- Tenho 1,70 de altura 
15- Amo trabalhar na parte de filmagem, 
16- a plataforma que mais consumo é o youtube
17- meu filme fav se chama ............ medianeras
18- tenho 2 tatuagens, mas quero mais 
19- Estou com zero piercing mas ja tive 3 ao mesmo tempo (e pretendo voltar)
20- não pretendo ter filho pelos proximos 4 anos ou ate ser aprovada em um bom concurso
21- adorava jogar smite antes de ir de base
22- Um dos dias mais felizes foi quando adquiri meus equipamentos de filmagem
23- Tenho braço grosso e odeio sair de blusa fina
24- Sempre vejo O Codigo da Vinci para dormir
25-  Quero fazer minha primeira viagem internacional para a Europa 
26- Nunca quebrei nenhum osso
27- Ja tive um perfil literário e tinha parceria com varias editoras em 2021/2022
28- Li mais de 50 livros em um ano (que saudades)
29- Minha idade (ok, roubei aqui pq o topico 13 é identico mas estou sem ideias kk)
30- Completarei anos no dia 11/10

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Entre as propostas do desafio 30 dias escrevendo, uma delas era falar sobre meu signo. E, como uma boa libriana (ou pelo menos alguém que nasceu sob esse signo), achei que seria divertido escrever sobre isso.

Antes de qualquer coisa, preciso fazer uma pequena confissão: eu não acredito em astrologia. Nunca fui de consultar horóscopo, tomar decisões com base nos astros ou pensar que minha personalidade foi definida pela posição dos planetas no dia em que nasci. Mas existe uma parte desse universo que sempre me chamou atenção: a mitologia. Acho muito interessante como diferentes civilizações criaram histórias para explicar o céu e transformaram constelações em personagens, deuses e símbolos que atravessaram séculos.

Libra, por exemplo, é o único signo do zodíaco representado por um objeto em vez de um animal ou uma figura humana: uma balança. Na mitologia grega, ela costuma ser associada à deusa Têmis (ou, em algumas versões, Astreia), símbolo da justiça, da ordem e da imparcialidade. Diz a lenda que Astreia viveu entre os humanos durante a Era de Ouro, mas abandonou a Terra quando a humanidade se tornou violenta e injusta. Como homenagem, foi colocada entre as estrelas, e sua balança permaneceu como um símbolo da busca pela justiça e pelo equilíbrio.

Talvez seja justamente essa parte que eu mais goste. Não porque acredito que isso explique quem eu sou, mas porque a ideia de buscar equilíbrio faz bastante sentido para mim. Tento encontrar um meio-termo nas coisas, ponderar antes de tomar decisões e evitar extremos sempre que possível. Se existe alguma característica de Libra com a qual eu me identifico, certamente é essa.

E claro, não dá para falar de signos sem mencionar as famosas compatibilidades. Dizem que Libra costuma se dar muito bem com Áries, justamente por serem signos opostos no zodíaco. A teoria é que um completa o outro: enquanto o ariano tende a agir primeiro e pensar depois, o libriano costuma refletir antes de dar um passo. Se isso é verdade? Não faço ideia. Mas como meu marido é ariano, achei engraçado descobrir essa curiosidade e resolvi adotar essa informação apenas porque ela joga a meu favor. Afinal, se é para brincar com astrologia, que seja desse jeito. 😅

No fim das contas, gosto de enxergar os signos da mesma forma que vejo outras mitologias e lendas: como histórias fascinantes, cheias de simbolismos e curiosidades, que fazem parte da cultura e continuam despertando a imaginação das pessoas até hoje. E, convenhamos, mesmo sem acreditar, é divertido descobrir o que dizem sobre o signo em que você nasceu.



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Se você nunca ouviu falar no BEDA, a sigla significa Blog Every Day April/August, um desafio que incentiva blogueiros a publicarem conteúdo durante todos os dias de abril ou agosto (mas no meu caso, 2x na semana). Neste ano, o Entreblogs deu um toque especial ao projeto e transformou o desafio em Dungeons & Blogs: Os Guardiões da Blogosfera, misturando o universo da blogagem com elementos de RPG. Cada participante pôde escolher sua própria jornada de publicação, criar um personagem e embarcar nessa aventura coletiva, tornando tudo ainda mais criativo e divertido.

Essa será a minha primeira participação de verdade no BEDA e confesso que estou muito animada. Quando começaram a falar sobre o projeto, achei que não conseguiria acompanhar, já que manter uma rotina de postagens nunca foi meu ponto forte. Mas ver a dedicação dos organizadores, a empolgação da comunidade e todo o cuidado colocado na proposta fez com que eu quisesse encarar esse desafio. Inclusive, desta vez eu me organizei direitinho e estou ansiosa para viver essa experiência, independentemente de conseguir completar a jornada inteira.

Como toda boa aventura de RPG, eu também precisei criar uma personagem. Fantasia costuma ser meu gênero favorito, então fiquei muito alegre no começo, e com uma ajudinha consegui definir seu nome, criar um avatar e escrever sua história. E é justamente ela quem vai me acompanhar durante essa jornada: 


















Rosa do Leste, a exploradora que está pronta para desbravar os caminhos da blogosfera.

É uma elfa predestinada a grandes feitos, embora seu destino tenha começado da forma mais cruel possível. Ficando órfã aos três anos e crescendo sozinha nas ruas, aprendendo desde cedo a sobreviver com inteligência e determinação. Foi um velho mestre quem mudou sua vida ao acolher, oferecendo comida, abrigo e, principalmente, conhecimento. Com ele aprendeu medicina popular, o poder das ervas e pequenos feitiços de cura. Na adolescência, passou a ganhar a vida tratando viajantes e moradores por algumas moedas, levando esperança a quem não podia pagar por ajuda.

Hoje segue a Jornada do Patrulheiro, explorando florestas, montanhas e terras esquecidas em busca de respostas que talvez expliquem por que fui escolhida pelo destino. Carrego um arco nas costas, uma bolsa repleta de ervas e a certeza de que toda jornada vale a pena quando posso proteger os inocentes. Não sei quais provações a aguardam, mas uma coisa é certa: ela não foi destinada à grandeza para viver escondida. Seu caminho está além do horizonte, e pretende trilhá-lo até o fim.



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Bom, não é novidade para quem me conhece que, quando era pequena, eu queria ser uma freira astronauta. Parece uma combinação improvável, eu sei, mas existe uma explicação.

Eu morava perto de um observatório em São Cristóvão, no Rio de Janeiro, e passava horas por lá. Sempre achei fascinante pensar que somos apenas um pontinho perdido na imensidão do universo. A parte de querer ser freira tem uma história um pouco mais profunda. Eu cresci em uma família muito simples. Todos trabalhavam muito, em empregos que mal pagavam as contas. Nunca nos faltou amor, comida ou cuidado, e eu sempre me considerei privilegiada perto de muitas pessoas ao meu redor, mas isso não significa que vivíamos com conforto. Nossa casa tinha pouco mais de 50 m² e morávamos eu, minha mãe, minha avó, minha tia, meu tio e dois primos. Era uma casa cheia, barulhenta e apertada.

Além da escola pela manhã, eu passava as tardes em um colégio administrado por freiras. Lá aprendi costura, ballet, idiomas, capoeira e ainda tinha reforço escolar. Era um ambiente bonito, organizado e muito acolhedor. Para uma criança que vivia em uma casa tão pequena, aquele lugar parecia um outro mundo. Quando descobri que, se entrasse para a congregação, poderia morar em um internato e ainda sair formada em Enfermagem, meu coração se encheu de esperança. Eu seria a primeira pessoa da família a concluir os estudos e ter uma profissão. Minha mãe, porém, nunca permitiu. Na época eu fiquei revoltada; hoje entendo que ela tomou a melhor decisão.

Com o tempo, fui crescendo e aprendendo a calcular riscos. Passei a ouvir frases como "isso não dá dinheiro", "isso é impossível" e "seja mais realista". Sem perceber, aquela coragem típica da infância foi diminuindo. Não porque eu tivesse me tornado menos capaz, mas porque comecei a enxergar tudo o que poderia dar errado. Nessa fase, deixei de lado outro sonho: o de cursar Jornalismo. Antes disso, o sonho de ser astronauta já tinha ido embora quando descobri que Física definitivamente não era o meu forte. (Alguns sonhos precisam enfrentar a realidade... e as fórmulas também.)

Acabei entrando em Comércio Exterior por acreditar que era uma escolha mais segura. Mas durei apenas três semestres. Não era o que eu queria para a minha vida. Tranquei a faculdade e mergulhei de vez na vida adulta. Trabalhei ainda mais, deixei os estudos para depois e, como acontece com muita gente que tem apenas o ensino médio, precisei encontrar formas de sobreviver. Voltei para as ruas vendendo doces, bolos, salgados e até almoço em pontos de táxi e obras. Dá para ganhar dinheiro, mas também exige um esforço enorme.

Foi justamente nesse período que reencontrei uma paixão antiga: a comunicação. Eu sempre fazia "uma artezinha" para familiares e amigos, mas nunca imaginei que aquilo pudesse se transformar em profissão. Aos poucos fui estudando, aprendendo, trabalhando cada vez mais na área e minha vida mudou completamente. Já se passaram seis anos desde que comecei essa caminhada. Não concluí a faculdade de Marketing porque me mudei de estado, mas hoje estou no último período de Publicidade e Propaganda e, assim que terminar, pretendo finalmente realizar o sonho que deixei adormecido há mais de uma década: cursar Jornalismo. Hoje trabalho com aquilo que amo, consigo me sustentar com a minha profissão e, mesmo sabendo que é uma área que exige aprendizado constante, posso dizer que encontrei o meu lugar.

Acho que crescer também é isso: deixar algumas versões de nós pelo caminho. A menina que queria ser freira astronauta não existe mais, mas ela me ensinou a sonhar sem medo. A adolescente que desistiu do Jornalismo também ficou para trás, mas o sonho permaneceu em silêncio, esperando a hora certa de voltar. Nem todo sonho da infância morre. Alguns apenas adormecem enquanto a vida nos ensina o caminho. E, às vezes, a maior coragem da vida adulta é justamente ter a humildade de reencontrar aquilo que um dia fez nossos olhos brilharem.

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Nasci numa sexta.

Sou apaixonada pelo caos deles.

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Atualizado em 13/09/2026 17:03

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