Celebridades que sigo&apoio
Esse é um daqueles temas do projeto que me fizeram parar e pensar um pouco porque, sinceramente, eu não acompanho o dia a dia de muitas celebridades. Mesmo quando gosto MUITO de uma atriz, ator, cantor ou banda, normalmente meu contato termina no trabalho daquela pessoa. Vejo filmes, séries, escuto músicas e, quando aparece alguma notícia, geralmente descubro por entrevistas, matérias em sites ou comunicados oficiais. Não sou muito de acompanhar cada story ou saber absolutamente tudo que alguém famoso está fazendo.
Acho que fui ficando assim também porque percebi que conhecer o trabalho de alguém é muito diferente de conhecer aquela pessoa. A gente pode admirar, criar carinho e se identificar com algumas coisas que ela fala, mas continua conhecendo apenas uma pequena parte da sua vida. Ainda assim, existem algumas celebridades que conseguiram furar um pouquinho essa barreira e pelas quais tenho um carinho que vai além dos personagens, filmes ou músicas.
Uma delas é Viola Davis. Além de ser uma atriz ABSURDA, daquelas que conseguem fazer você esquecer completamente que está assistindo alguém interpretando, admiro muito a forma como ela fala sobre racismo, desigualdade e as dificuldades enfrentadas por mulheres negras dentro da indústria do entretenimento. Viola também transformou parte desse discurso em ação através da JuVee Productions, produtora criada com o marido, Julius Tennon, com o objetivo de abrir espaço para histórias e profissionais que historicamente tiveram menos oportunidades em Hollywood. E, claro, existe Annalise Keating. How to Get Away with Murder teve uma influência considerável no meu amor por Viola e não vou fingir que não teve.
Outra é Jameela Jamil, nossa eterna Tahani de The Good Place. Durante muito tempo acompanhei bastante o trabalho dela nas redes sociais, principalmente por seus posicionamentos contra os padrões irreais impostos às mulheres, dietas extremamente restritivas, retoques excessivos e celebridades promovendo produtos milagrosos para emagrecimento. Foi desse incômodo que nasceu o movimento I Weigh, com a proposta de lembrar que o valor de uma mulher não pode ser resumido ao número mostrado por uma balança. Acho especialmente engraçado que Tahani seja obcecada por aparência, status e pessoas famosas enquanto Jameela ficou conhecida fora da série justamente por questionar boa parte desse universo.
Também tenho um carinho enorme por Wagner Moura. Gosto dele como ator, obviamente, mas também admiro sua disposição para falar sobre democracia, desigualdade, cultura e questões sociais mesmo sabendo que qualquer posicionamento hoje pode virar uma guerra na internet. Além disso, acho muito legal acompanhar a trajetória de um ator brasileiro que construiu uma carreira enorme por aqui, conquistou espaço internacional e ainda se aventurou na direção com Marighella. É um artista que parece realmente interessado no mundo ao redor dele, e isso me chama atenção.
Fernanda Torres ocupa uma categoria muito específica na minha cabeça: pessoas que eu poderia ouvir falando sobre absolutamente qualquer coisa. Cinema? Quero ouvir. Literatura? Também. Brasil? Com certeza. Uma história aleatória sobre alguma coisa que aconteceu terça-feira no mercado? Provavelmente vou querer ouvir também. Além de ser uma atriz maravilhosa, ela escreve, tem um humor muito particular e consegue falar sobre assuntos complexos de uma maneira inteligente sem transformar tudo em uma palestra. E foi muito divertido acompanhar toda a repercussão internacional de Ainda Estou Aqui e ver o resto do mundo descobrindo alguém que o Brasil já conhecia há décadas.
Outra pessoa dessa lista é Patti Smith. Aqui minha admiração vai muito além da música. Gosto dessa mistura de cantora, escritora, poeta, fotógrafa e de alguém que passou décadas ligada à arte e também a diferentes movimentos sociais, ambientais e de direitos humanos. Mas talvez o que mais me encante nela seja justamente essa curiosidade que parece nunca desaparecer. Patti continua criando, escrevendo, fotografando e observando o mundo. Ela me passa muito essa sensação de que uma vida criativa não precisa ter prazo de validade.
E então chegamos a Matthew Gray Gubler, provavelmente a pessoa mais caótica dessa lista e talvez justamente por isso uma das minhas favoritas. Obviamente conheci Matthew como Spencer Reid em Criminal Minds e faço parte do grupo de pessoas que em algum momento pensou: "talvez eu esteja apaixonada por esse homem extremamente inteligente e socialmente esquisito".
Só que o próprio Matthew consegue ser ainda mais peculiar. Além de atuar, ele dirige, desenha, pinta e escreve, sempre com uma estética meio infantil, estranha, divertida e às vezes levemente assustadora. Gosto justamente dessa sensação de que ele construiu um universo criativo próprio e não parece muito preocupado em deixar tudo perfeitamente bonito ou sofisticado. Às vezes a graça está no desenho torto e na ideia completamente esquisita, e eu respeito muito isso.
Olhando agora para essa lista, percebo que existe um padrão que eu não tinha notado quando comecei a escrever. Viola Davis, Jameela Jamil, Wagner Moura, Fernanda Torres, Patti Smith e Matthew Gray Gubler são pessoas completamente diferentes, mas todas têm alguma coisa que me chama atenção para além do trabalho pelo qual ficaram famosas. Seja pelos posicionamentos, pela inteligência, pelo humor, pela criatividade ou simplesmente pela liberdade de serem um pouco estranhas.
Também não significa que eu concorde com absolutamente tudo que essas pessoas dizem ou fazem. Acho que essa é justamente uma das coisas que mudaram na minha relação com celebridades depois de adulta. Admirar alguém não precisa significar transformar essa pessoa em uma figura perfeita ou defendê-la como se fosse alguém da nossa família. No final das contas, são pessoas que não conhecemos de verdade.
Talvez por isso minha lista seja pequena. Hoje eu acompanho muito mais trabalhos do que celebridades. Posso amar uma banda e não fazer ideia do que seus integrantes fizeram ontem, assistir praticamente tudo de uma atriz e nunca abrir o Instagram dela. Mas algumas pessoas acabam ficando naquele espacinho especial de "quero continuar vendo o que essa criatura vai fazer por aí".
E agora quero saber de vocês: quais celebridades vocês realmente acompanham e por quê? É pelo trabalho, pelos posicionamentos, pela personalidade ou simplesmente porque vocês criaram um carinho especial pela pessoa ao longo dos anos? Quero descobrir se vocês também têm uma listinha assim ou se são do time que sabe até o que o famoso comeu no café da manhã.



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amei todos, ansiosa para fazer o meu
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