O que achei da adaptação de The Love Hypotesis ?
Quem já leu A Hipótese do Amor, da Ali Hazelwood, conhece Olive e Adam, também conhecido carinhosamente por mim como a Electrolux 3 portas. Na história, Oli precisa sustentar uma pequena mentira sobre estar em um relacionamento e, para provar que realmente está com alguém, simplesmente beija o primeiro homem que aparece na sua frente. O problema? O escolhido é ninguém menos que o PhD Dr. Adam Carlsen, literalmente um dos homens mais odiados e temidos da faculdade. A partir daí nasce um relacionamento falso que, obviamente, começa a ficar cada vez menos falso. Feita essa introdução, vamos ao que interessa: o que eu achei do filme?
Logo que Adam aparece, eu só conseguia pensar: gente, colocaram o Lúcifer nesse filme? O ator tem trejeitos, expressões e até um jeitinho de falar que me lembraram MUITO o Tom Ellis em Lucifer. Já Lili Reinhart como Olive foi uma escolha que gostei bastante. Ela é uma atriz belíssima, carismática e conseguiu entregar bem a Oli. Meu problema não está exatamente nos atores, mas no que fizeram com a relação dos dois. Porque, comparando com o livro, o filme parece… vazio.
Uma das coisas que mais me incomodou foi justamente tudo aquilo que faria a gente torcer pelo casal. No livro, descobrir que Adam já gostava dela há anos muda completamente a forma como enxergamos várias atitudes dele. No filme, isso praticamente vira “ah, a gente conversou uma vez há um tempo”. E pronto. Cadê o sofrimento? Cadê o homem apaixonado há três anos? Cadê aquela sensação deliciosa de perceber que enquanto a Olive estava vivendo a vida dela, Adam já estava completamente caidinho por ela? Simplesmente evaporou.
E talvez o maior crime tenha sido a falta do POV emocional do Adam. Não temos as mensagens melosas, não temos aquele cuidado excessivo que vai mostrando aos poucos o quanto ele está envolvido e várias pequenas coisas que faziam o relacionamento funcionar no livro simplesmente não existem aqui. Até o momento que deveria ser o auge da tensão entre os dois, quando finalmente chega o famoso “vamos ver”, parece uma das cenas mais desconexas do filme. Não senti tensão sexual, não senti entrega e, principalmente, não senti que aquelas duas pessoas estavam completamente apaixonadas uma pela outra. Conexão sentimental e sexual: zeroooo.
O filme ainda tem um ponto ou outro que consegue arrancar um risinho, principalmente para quem já conhece os personagens e pega algumas referências. Mas acho que os leitores da Ali Hazelwood perderam demais nessa adaptação. Faltou tempo para desenvolver o casal, faltou mostrar por que Adam ama a Olive, faltou mostrar por que Olive começa a enxergar Adam de outra forma e faltou justamente aquilo que fazia a gente fechar o livro pensando: “MEU DEUS, ESSES DOIS”. No filme, muita coisa simplesmente acontece e, quando chega o final, tudo parece se resolver magicamente porque… bem, o filme precisa acabar.
No fim, acho que A Hipótese do Amor funciona muito melhor para quem nunca leu A Hipótese do Amor. Se você chegar sem conhecer o livro, talvez encontre uma comédia romântica bobinha para assistir e passar o tempo. Agora, se você leu, se apaixonou pelo Adam literário e estava esperando encontrar aquela mesma conexão na tela… pode ser um pouquinho sofrível. Eu terminei com aquela sensação de que tinha todos os ingredientes para dar certo, mas esqueceram justamente do romance. E você, já assistiu? O que achou da adaptação? Me conta aqui embaixo o seu ponto de vista!



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