o que me anima
Eu sou uma pessoa naturalmente mais para baixo. Quase sempre vejo o copo meio vazio antes de enxergar o meio cheio. Não chego a me identificar como niilista, mas confesso que alguns pontos dessa filosofia fazem sentido para mim. O niilismo, de forma bem resumida, questiona se a vida tem um significado ou um propósito absoluto. Eu não acredito que nada faça sentido, mas às vezes compartilho dessa visão mais cética sobre as coisas. Talvez por isso, para me fazer realmente feliz, seja preciso um pouquinho mais de esforço. Ainda assim, percebi que as coisas que me deixam feliz são incrivelmente simples.
A primeira delas é uma Coca-Cola estupidamente gelada. E quando eu digo gelada, é quase congelando mesmo. Quem me conhece sabe que essa era óbvia. Eu sou completamente apaixonada por Coca-Cola e tomar uma bem trincando de gelada melhora meu humor instantaneamente.
Fotografar lugares bonitos também me deixa em paz de um jeito difícil de explicar. Ir para uma praia, dar um mergulho e depois sair andando para registrar detalhes que quase ninguém percebe é uma das minhas formas favoritas de desligar a cabeça. Acho que é um dos poucos momentos em que consigo ficar totalmente presente.
Outra coisa que sempre funciona é colocar MPB ou um bom rock dos anos 90 (aquele de pai divorciado) para tocar enquanto limpo a casa. O problema é que a limpeza vira um show particular. Eu paro várias vezes para cantar a plenos pulmões, o que provavelmente não é a atividade preferida dos meus vizinhos, mas fazer o quê, né?
Ganhar carinho das pessoas que amo também me deixa muito feliz. Eu tenho fama de ser meio bruta e, sinceramente, acho que sou mesmo. Mas meus pais, minha irmã, meu noivo e meus gatinhos têm passe livre para demonstrarem carinho do jeito que quiserem. Pode ser um abraço, um ato de serviço, um cafuné... ou presentes. Tá, esse último eu aceito de qualquer pessoa.
Uma coisa curiosa é como me sentir cheirosa muda completamente meu dia. Acho que isso vem da minha infância. Minha família sempre foi muito vaidosa, mas eu vivia na rua brincando de queimado, vôlei, fazendo balé, capoeira ou qualquer outra coisa que aparecesse. Eu chegava em casa completamente suja e jurava que estava fedendo. Acho que isso virou um pequeno trauma, então hoje dificilmente fico sem um perfume, um hidratante e um óleo corporal.
E, por fim, cozinhar. Meus anos assistindo MasterChef precisavam servir para alguma coisa. Na minha família, comida sempre foi uma forma de demonstrar amor e cuidado, então cozinhar acabou virando isso para mim também. É curioso porque tanto quando estou muito feliz quanto quando estou extremamente irritada, ir para a cozinha me acalma.
No fim das contas, são coisas bem simples. Acho que ganhar na Mega-Sena também me deixaria muito feliz, mas enquanto isso não acontece, vou colecionando essas pequenas alegrias do dia a dia. E, sendo sincera, talvez elas tenham muito mais valor do que eu imaginava.


Apaixonadinha
Em reta final de prova
Não Inviabilize
Yellowface: A Impostora
Frieren, ep 13
2 comentários. Clique aqui para comentar também!
Dei risada com a Mega Sena... tá aí uma coisa que também me deixaria feliz hahahahaa
ResponderExcluirUma coquinha geladinha tem todo o valor, né. Aqui também salva meus dias... mas tentamos não ter sempre em casa para não virar vício kkkkk
Poxa é absurdo que o prêmio de 5 milhões ainda nao caiu na minha conta, Bru !!! E nesse calor só uma coca pode nos salvar <3
Excluir